1ª Semana de Saúde das Artérias segue até sexta na Santa Casa de Santos

O objetivo é identificar a presença de doenças arteriais obstrutivas periféricas (Daop). Em outras palavras: veias e/ou artérias obstruídas e/ou calcificadas, nas extremidades do corpo

Quem passou esses dias na frente da Santa Casa de Misericórdia de Santos deve ter notado uma movimentação não usual nos jardins: é a 1ª Semana de Saúde das Artérias, que começou terça e vai até amanhã, gratuitamente. O objetivo é identificar a presença de doenças arteriais obstrutivas periféricas (Daop). Em outras palavras: veias e/ou artérias obstruídas e/ou calcificadas, nas extremidades do corpo. 

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“As Daop estão associadas a infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, trombose e até gangrena”, alerta o engenheiro clínico Edson Oliveira, que coordena a medição na Santa Casa, para a importância da prevenção.

“Teve uma senhora, assintomática, que estava com mais de 70% de obstrução. Na hora, encaminhei para o pronto-socorro”, 
Mais de 300 pessoas já passaram pela Semana de Saúde das Artérias, nos dois primeiros dias de aferições. 

Aparelho

O método clássico para se identificar uma obstrução é aferir o chamado Índice Tornozelo-Braquial (ITB). “Esse é o padrão ouro da Medicina para prevenir a doença arterial periférica”, explica Oliveira. 

O ITB é a relação entre a pressão arterial (máxima) sistólica de ambos os tornozelos e os braços. Segundo Oliveira, a aferição corrente do ITB se dá em consultórios médicos, a partir da medida da pressão nas extremidades do corpo. Para isso, são utilizados um estetoscópio, um esfigmanômetro (aparelho de pressão) e um aparelho de Doppler vascular, para identificar veias e artérias na região do tornozelo. 

Todo esse processo, segundo ele, dura por volta de meia hora. Nesse sentido, a campanha na Santa Casa só vem sendo possível graças à tecnologia. Para aferição é usado um aparelho que determina o ITB em um minuto. Desenvolvido e fabricado pela empresa Mesi, da Eslovênia, ainda é raro no Brasil – custa 9 mil euros (cerca de R$ 60 mil). 

“Ele (o aparelho) facilita a medição, pode torná-la mais frequente. No caso da gangrena, o Brasil é o campeão do mundo de amputações, sendo que 80% poderiam ser evitadas na prevenção”. 

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