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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Sabesp alerta para uso consciente de água após período mais seco

Nos dois últimos meses, choveu até 84% menos na região em comparação a 2019

A Sabesp faz um alerta para a necessidade de consumo responsável de água em tempos de pandemia do novo coronavírus e isolamento social. A empresa quer aproveitar a Semana do Meio Ambiente para pedir à população que utilize o líquido de forma racional.

Com pouca chuvas registradas em abril e maio deste ano, há uma preocupação com os níveis dos reservatórios na Baixada Santista, que no momento ainda se mantêm em patamares adequados, segundo o superintendente da estatal na região, Raul Christiano.

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“A estiagem causa uma preocupação, claro. Houve queda na chuva de 84% em abril e 77% em maio, na comparação a 2019. As chuvas de ontem (terça-feira) e hoje (quarta-feira) são bem-vindas, mas não podemos considerá-las suficiente. Não estamos em níveis de alerta, mas a estiagem provoca uma produção menor de água”. 

Comportamento

Os moradores da região devem reforçar os hábitos de higiene por conta da covid-19, mas sem perder o foco no desperdício. Na Baixada, o consumo do líquido fica acima dos padrões nacionais e até mundial.

De acordo com a Sabesp, na região, cada habitante consumiu, em média, 308 litros por dia em abril - dois litros a menos que no mesmo período de 2019, quando não havia pandemia e a região recebia turistas durante os feriados.

Já os números no Brasil apontam um consumo médio de 200 litros por habitante a cada 24 horas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o indicado seria um total de 100 litros per capta para consumo e higiene.

“É bem significativo. Com essa perspectiva de falta de chuvas fortes e muito uso da água por conta da pandemia, com as pessoas lavando as mãos mais constantemente, por exemplo, recomendamos que elas usem tudo de forma racional. É preciso haver uma conscientização”.

O superintendente da estatal na Baixada reforça que os reservatórios que abastecem a região dependem de precipitações para manter a capacidade de abastecimento. “Eles não são represas e, por isso, dependem de chuvas. Em função disso, estamos nos antecipando e fazemos o alerta à sociedade. Se o uso for racional, haverá água durante todo o tempo”.

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