Retomada no turismo terá doação de mais de R$ 1 milhão ao Estado

Ainda não se sabe quanto será destinado à Baixada Santista; recursos serão investidos em projetos focados na recuperação sustentável e na elaboração de estudos complementares

A retomada do Turismo no Estado contará com a doação de US$ 250 mil (R$ 1.303.000,00) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo (Setur/SP) e o banco permitirá o desenvolvimento de projetos focados em recuperação sustentável e a elaboração de estudos complementares que apoiem futuros pedidos de financiamento internacional.

“A Baixada Santista possui uma das melhores infraestruturas para o turismo no Estado e no País. Temos a certeza de que esse planejamento estadual vai incluir a nossa região, onde o setor vem crescendo e pode ainda avançar muito mais”, diz o presidente do Condesb e prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, que se manifestou apenas por meio de nota enviada à Redação.

O Governo do Estado também foi procurado para comentar qual seria o valor destinado à Baixada, mas não retornou até o fechameto desta edição.

O investimento será destinado para três frentes: elaboração de um plano com estratégias e ações de médio e longo prazo, realização de estudos complementares para apoiar a implantação do plano e um estudo de apoio à melhoria da dinâmica de concessão de crédito para o setor.

Os recursos virão do Programa Estratégico para o Desenvolvimento de Sustentabilidade do BID e a cooperação técnica terá a duração de 18 meses.

Os termos de referência para a contratação de cada um dos estudos estão em fase de elaboração pelas equipes técnicas e a previsão é de que os processos de contratação sejam iniciados ainda em agosto.

Olhar diferenciado

“Esta cooperação é complementar ao que já vínhamos fazendo e permitirá um olhar de mais longo prazo, revisando as bases para o desenvolvimento do turismo no nosso Estado”, diz o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz.

“A movimentação econômica será restabelecida, mas temos a obrigação de atacar alguns pontos vulneráveis para termos resultados mais consistentes. Durante a pandemia, ficou clara a necessidade de um olhar mais cuidadoso para as questões de crédito e fontes de financiamento”, diz o secretário.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, explica que, antes da pandemia, o setor já precisava de um olhar integral por boa parte de governos.

“O planejamento que São Paulo está desenvolvendo é crucial para estabelecer uma retomada segura do setor, que é responsável por 7,7% do PIB brasileiro. Estamos satisfeitos em colocar nossa experiência a serviço do Estado".

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