Projeto gera renda e leva máscaras a quem precisa na Baixada Santista

Sesc Santos planeja doar mais de 700 máscaras para a população da região até o final deste mês

O Sesc Santos planeja doar mais de 700 máscaras para a população da região até o final deste mês. A distribuição do acessório de proteção facial faz parte do projeto Tecido Solidário, uma ação que surgiu por conta da pandemia do novo coronavírus e promove trabalho comunitário, geração de renda e educação em saúde.

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“Com o fechamento das unidades do Sesc (entre março e agosto) e a interrupção do atendimento para o público, a gente começou a pensar em maneiras de adequar a atuação da entidade nesse contexto da covid-19. Esse movimento abrangeu todas as unidades”, conta o agente de educação ambiental do Sesc, Gustavo Faria.

Na prática

A ideia começou a ser colocada em prática no mês de abril, quando teve início a mobilização de associações, entidades, pequenos comércios e grupos que trabalham com costura em toda a Baixada Santista. 

“De início, fizemos parceria com dois grupos, sendo um de Santos e outro de Peruíbe. E eles fabricaram 1.000 máscaras para a gente nesse primeiro lote. Parte foi distribuída para aldeias indígenas em Peruíbe e Itanhaém”, explica Faria.

Funcionários do Sesc Santos também se juntaram à mobilização para pôr a mão na massa, produzindo cerca de 1.000 acessórios, acrescenta a técnica de programação do Sesc, Mariana Fessel.

“A gente fez um convite aos funcionários que se interessassem em fazer a costura das máscaras. A partir daí, dez colaboradores se dispuseram a produzir os acessórios, que foram destinados a entidades e movimentos como Associação dos Cortiços do Centro de Santos e Movimento Mães de Maio. Também foram entregues máscaras para os próprios funcionários do Sesc, já que a unidade agora está reabrindo”, resume Mariana.

Nova etapa

As máscaras, nessa nova etapa, serão confeccionadas pela Associação Sociocultural e Educacional Zabelê, de Cubatão. Criada há 11 anos, a entidade atua com jovens e moradores da Vila dos Pescadores. Um dos projetos desenvolvidos por eles está relacionado ao empreendedorismo e tem a produção direcionada ao vestuário, utilizando tecidos africanos.

Com a pandemia, houve uma mudança de direção nos trabalhos devido à demanda do mercado por máscaras caseiras, explica a coordenadora de projetos da Associação Zabelê, Juliana Clabunde. 

“Temos aqui um projeto de empreendedorismo solidário, então a confecção das peças gera retorno para as mães dos nossos atendidos e acaba qualificando aqueles que se envolvem e vão aprendendo no auxílio”.

Em casa

Por enquanto, são 12 costureiras envolvidas na fabricação dos acessórios. A produção tem sido feita em casa, devido ao isolamento social. “Cada costureira acaba envolvendo um jovem de sua família no corte, no alinhavo. Então, o projeto, como um todo, envolve de 30 a 35 pessoas”, encerra Juliana.

Face Shield

O Sesc também participa de outra ação chamada Face Shield Baixada Santista. A iniciativa é do movimento Santos Hacker Clube, explica a técnica de programação do Sesc, Mariana Fessel. “A gente compõe um nó de uma rede muito maior. O Santos Hacker Club é uma iniciativa cidadã, autônoma e independente de pessoas que trabalham com fabricação digital”. Eles produzem o protetor de rosto em impressora 3D, desde março, e destinam o acessório para profissionais da saúde. 

 

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