EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

7 de Agosto de 2020

Professores buscam apoio para produção de protetor facial para combate ao coronavírus

Profissionais pedem auxilio da população para produzir e distribuir equipamento conhecido como FaceShield em hospitais da Baixada Santista

Com primeiro epicentro na China, o coronavírus vem assustando o mundo com sua facilidade de proliferação. Em meio à pandemia, especialistas procuram meios para conter o avanço da Covid-19. E foi assim que o equipamento conhecido como FaceShield foi criado.

Trazido da Ásia e aprimorado na Suécia, o equipamento, que não é feito para uso médico, tem como objetivo proteger pessoas que prestam assistência em unidades de saúde, como enfermeiros, atendentes e seguranças.

Com a ideia de trazer a inovação para a Baixada Santista, o grupo maker intitulado Santos Hacker Clube, que conta com a participação dos professores universitários Niva Silva, Thiago Ferauche e Renato Frosch decidiu trabalhar por conta própria para produzir o material e distribuir nos hospitais da região.

"Partimos dos princípios do movimento maker, de tentar construir algo com os recursos que temos", explica Renato.

Contudo, a confecção do equipamento demanda mais do que vontade dos membros. De acordo com Niva, após alguns ajustes do modelo sueco, que demorava cerca de duas horas e meia para ser preparado em uma impressora 3D, a versão brasileira fica pronta em cerca de uma hora e meia de impressão. Outro problema são os materiais para a produção do acessório.

Procurando apoiadores para aumentar o fornecimento da proteção, o grupo já se expandiu para cerca de oito pessoas, que se dividem em impressão, transporte e arrecadamento dos materiais.

A ideia é expandir ainda mais essa rede de solidariedade. Eles disponibilizaram um documento na internet, por meio do qual qualquer pessoa pode acessar e analisar como pode contribuir com o trabalho.

>> Acesse o documento por aqui

Regulamentação

Para ser oficialmente reconhecida como um equipamento de proteção individual (EPI), a máscara precisa passar por regulamentação do Ministério de Trabalho, o que demanda tempo.

Ainda assim, o grupo maker já foi em diversos hospitais para ver se os mesmos tinham interesse no projeto. "Chegamos a trabalhar junto a uma profissional de uma unidade médica da região, que nos auxiliou. Entramos em contato com outros hospitais, mas ainda não obtivemos resposta", diz Thiago.

Perguntado sobre quantos equipamentos eles pretendem fazer, Renato afirma que o grupo não estipulou uma meta nesse sentido, só quer trazer mais segurança a funcionários de unidades de saúde. "Nosso estoque cresce a cada hora, temos na faixa de 70 protetores até agora".

Tudo sobre: