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Sexta-feira

3 de Abril de 2020

Presídios de SP tem plano de contingência para coronavírus, diz Estado

Doença foi confirmada em funcionário do Centro de Detenção Provisória de Praia Grande

O Governo do Estado afirma que Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciária fez um Plano de Contingência para casos suspeitos de contaminação com o coronavírus nas unidades prisionais do Estado. A medida abrange funcionários e detentos. 

Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SAP), todo servidor com suspeita de diagnóstico está afastado do trabalho e isolado em casa. A SAP diz que acompanha o quadro clínico dessas pessoas, fornecendo todo o suporte necessário para a recuperação. 

ATribuna.com.br questionou uma possível mudança de escala de servidores, mas a SAP afirmou que não informa por questões de segurança. Disse apenas que medidas estaduais foram adotadas para funcionários com mais de 60 anos. 

Presos na enfermaria 

No surgimento de algum caso suspeito entre os presos, o paciente será isolado na enfermaria da unidade e a vigilância epidemiológica local avisada, afirma a SAP. Os servidores em contato com o paciente, sejam da área de segurança ou saúde, deverão usar mecanismos de proteção, como máscaras cirúrgicas e luvas descartáveis. “Se for confirmado, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento”.  

A Reportagem quis saber se existe estrutura para o isolamento desses presos, mas não houve explicação.  Sobre o uso de testes rápidos para detecção do vírus também dentro dos presídios, mais uma vez a SAP nada respondeu.  

A Secretaria ressalta que foram tomadas medidas de prevenção, como suspensão de atividades coletivas, busca ativa de casos, intensificação na limpeza das áreas, restrição de entrada de qualquer de pessoas de fora, quarentena para os presos que entram no sistema prisional, aumento na distribuição de produtos de higiene, entre outras. 

Caso confirmado 

A Covid-19, doença causada pelo vírus, foi confirmada em um funcionário do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande na segunda-feira (23). Na sexta (20), uma decisão da Justiça de São Paulo proibiu visitas aos presos em todas as 176 unidades prisionais do Estado, visando conter a propagação do coronavírus. 

Antes da decisão, na mesma semana, houve uma fuga em massa de presos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Rubens Aleixo Sendin, em Mongaguá, justamente pela possibilidade de proibição de visitas. Escaparam 563 detentos, a segunda maior ocorrência do tipo na história do país. 

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