Prefeitura de Santos fecha o ano com R$ 70 milhões em caixa

Prefeito Paulo Alexandre Barbosa afirma que é o maior valor já deixado para um sucessor no cargo

Apesar de 2021 começar em meio a uma pandemia que agravou a crise econômica, a Prefeitura de Santos terá fôlego para manter a máquina funcionando plenamente. Isso porque o prefeito eleito, Rogério Santos (PSDB), começará seu mandato com R$ 70 milhões em caixa. A afirmação foi feita pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) durante live, na noite desta segunda-feira (28), no Facebook do Grupo Tribuna. Ele foi entrevistado pelos jornalistas Arminda Augusto e Ronaldo Vaio.

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Barbosa diz que é o maior volume de recursos já deixado para um sucessor na Cidade. “Isso é boa gestão de recursos, representa uma folha de pagamento inteira da Prefeitura. É responsabilidade e compromisso com futuro. Ano que vem, com a pandemia continuando e a economia em retomada, ainda teremos dificuldades”, diz ele, afirmando que entrega o cargo sem nenhuma dívida com fornecedores. 

Além disso, o prefeito ressalta que o Município terá muitas receitas extraordinárias, que outros governos não tiveram. Ele cita parte do faturamento da Sabesp, repassado ao Município por meio de contrato, e o percentual de faturamento do novo centro de convenções, na Ponta da Praia. “E a cobrança do ISS sobre as operações de cartões de crédito, que vai render para o Município mais de R$ 25 milhões anuais. Tudo isso é um caminho que fica pavimentado, de dinheiro novo”.  

Boas perspectivas 

Para o prefeito, a pandemia trouxe perspectivas de inovação que podem ajudar a Cidade nos próximos anos. “As grandes empresas cada vez mais descobriram que os empregados podem trabalhar em casa. E as pessoas podendo trabalhar à distância, vão escolher as cidades com melhor qualidade de vida. Acho que Santos vai atrair novos negócios, gerar empregos, trazer uma população que possa contribuir para melhorar a economia da Cidade”.  

Barbosa acredita no turismo como um patrimônio do Município e que vai continuar movimento a economia. Porém, ele cita a grande capacidade de instalação de empresas, principalmente retroportuárias na Área Continental. “Temos a maior área para expansão portuária do Brasil. Há muito espaço para crescer, no mínimo duas cidades como a nossa na Área Insular”.  

Parcerias 

Barbosa ressalta que as parceiras com a iniciativa privada estão só no começo em Santos e que vão continuar, com empresas fazendo obras como contrapartida pela instalação de seus empreendimentos na Cidade. Segundo ele, questionamentos judiciais, como ocorreram nos projetos de remodelação do emissário submarino e da Ponta da Praia, são normais e a Prefeitura vai recorrer para mostrar que foram feitos de maneira adequada.  

“Trazer o privado para o público acontece no mundo inteiro, nas administrações modernas. Trazer a iniciativa privada é inteligente, criativo e eficiente. A Cidade tem muitos desafios e gera muitas riquezas, é justo que participe disso e não que fique só mendigando verba para o Governo Federal. Vamos ampliar a participação da inciativa privada na vida da Cidade. Dessa forma viabilizamos mais de R$ 400 milhões em investimentos”.  

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