Empresários da Baixada protestam contra aumento do ICMS na comercialização de veículos seminovos

O ato realizado em Praia Grande tenta sensibilizar o Governo do Estado a rever decisão que majorou imposto na revenda de carros usados

Por: Por ATribuna.com.br  -  21/01/21  -  12:46
Atualizado em 21/01/21 - 12:51
O ato teve início por volta das 8h30 e ficou concentrado em frente do Auto Shopping Litoral, em PG
O ato teve início por volta das 8h30 e ficou concentrado em frente do Auto Shopping Litoral, em PG   Foto: Carlos Nogueira/AT

Temendo quebra do setor e perda de competitividade com os estados vizinhos, um grupo de proprietários de lojas de vendas de veículos realizou uma carreata pelas vias de Praia Grande. O ato, organizado em diversas cidades paulistas nesta quinta-feira (21), é contra o aumento de 207% na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização de veículos seminovos e usados e de 2,5% de automóveis novos.


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O ato teve início por volta das 8h30 e ficou concentrado em frente do Auto Shopping Litoral, localizado na Avenida Ayrton Senna da Silva, 611, no bairro Xivová. De lá, a carreata percorreu vias da cidade. A mobilização tem por objetivo pressionar o governo do Estado paulista a suspender as mudanças no tributo para o setor, que estão em vigor desde a última sexta-feira (15).



Essa nova alíquota é defendida pelo Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, como forma de compensação a retirada do tributo dos produtos da cesta básica. Essa mudança também afetará as regras de tributação de outros produtos, como combustíveis e eletrônicos.


A alteração tributária consta no Decreto nº 65.255/2020, que acresce a carga de impostos de automóveis usados de 1,8% para 5,5% sob o valor da venda. Essa cifras representam uma escalada de 207% de aumento no imposto.


De acordo com o diretor do Grupo Akta Motors, Gustavo Gotfryd, a tributação causará prejuízo aos empresários do segmento e irá fortalecer vendedores informais. “Vai tributar um veículo que já recolheu os impostos quando era zero. Essa tributação vai trazer perda de competitividade e fortalecer o setor dos estados vizinhos, que não contam com uma carga de impostos tão elevada”, cita.


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