Cliente encontra fezes de ratos em panetones de rede atacadista em Praia Grande

Das 23 caixas compradas, oito estavam com furos e fezes de ratos. Família pretende processar o estabelecimento

Por: Marcela Ferreira  -  09/01/21  -  11:06
Panetones que estavam com buracos, sujeira e fezes de rato foram comprados pelo casal
Panetones que estavam com buracos, sujeira e fezes de rato foram comprados pelo casal   Foto: Fotos: Praia Grande Mil Grau

Um casal comprou 23 caixas de panetone em uma rede atacadista de Praia Grande, no bairro Guilhermina, e se assustou quando percebeu que oito das caixas estavam furadas e os alimentos cheios de fezes de rato. O gerente do local ofereceu para trocar os produtos, mas o casal acionou a vigilância sanitária e entrará com processo para pedir ressarcimento.


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!


“Nós fomos até o Assaí fazer compras, e compramos uma boa quantidade de panetones para fazer doação. Deu tudo certo, saímos e viemos para casa. Quando a gente chegou, as crianças começaram a comer o panetone, e quando fomos pegar as outras caixas do porta-malas começamos a ver uns rasgos nas caixas, até que nós vimos um buraco gigantesco no panetone com um monte de sujeira dentro, e até fezes de rato”, relata o gerente comercial Wellington Souza de Melo, de 35 anos.


Ele e a esposa ficaram preocupados, porque os filhos, de 6 e 8 anos, haviam comido um dos panetones. Felizmente, o alimento não estava com as mesmas avarias que os outros. Dos 23 comprados, oito estavam com as caixas roídas e com fezes. “Voltamos no mercado e chamamos o gerente. Ele foi até o carro e mostramos a mercadoria que ainda estava fechada. Ele abriu e estava lá o panetone todo comido, com buraco, cheio de sujeira”.


Panetones comprados pelo casal estavam com fezes de rato
Panetones comprados pelo casal estavam com fezes de rato   Foto: Praia Grande Mil Grau

Segundo Wellington, o gerente se propôs a trocar a mercadoria, ao invés de oferecer ressarcimento. “Ele ofereceu para trocar e nós falamos que não queríamos, porque nossas crianças ingeriram, e nós iríamos trocar? Ele disse que só poderia fazer isso e nós dissemos que iríamos prestar queixa”.


O casal recorreu à Vigilância Sanitária, e foram instruídos sobre como proceder nesta situação para dar continuidade e abrir um processo contra o atacadista.


Procurada por ATribuna.com.br, a assessoria de imprensa do Assaí respondeu que as condições relatadas não condizem com o padrão operacional da companhia e esclarece que, ao ser procurada pelos consumidores sobre o caso, se colocou à disposição para realizar o ressarcimento integral do valor mediante a apresentação da nota fiscal da compra.


A rede ressalta que o produto apresentado é comercializado fechado, sem manipulação pela loja, e que todas as unidades foram preventivamente retiradas da área de vendas e encaminhadas para a análise técnica.


Logo A Tribuna