A implementação dos projetos nas 21 regiões metropolitanas evitará a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por anoA implementação dos projetos nas 21 regiões metropolitanas evitará a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano (Alexsander Ferraz / AT) Estudo inédito, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, definiu quatro projetos que devem ampliar, até 2054, as redes de transporte público coletivo de média e alta capacidades (TPC-MAC) na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. As iniciativas incluem a expansão de três linhas de VLT, totalizando 25 km, e o BRT, com 18 km de extensão, somando um investimento estimado em R\$ 3,4 bilhões. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Governo Federal, a implantação dos projetos na Baixada Santista deverá gerar impactos significativos até 2054, com a redução estimada de cerca de 150 mortes no trânsito e a eliminação de aproximadamente 39 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) por ano. Além dos ganhos ambientais e de segurança, outro benefício é a diminuição dos custos operacionais por viagem, consequência do maior aproveitamento dos sistemas de transporte de média e alta capacidades, que costumam apresentar melhor eficiência. Na Baixada Santista, essa redução é estimada em 6%. “Com o estudo, o BNDES contribui com a produção de uma política pública para a formulação de uma estratégia nacional de mobilidade urbana, de longo prazo e sustentável, unindo esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, com um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Projetos Na Baixada Santista, com a implantação dos projetos previstos no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), haverá também a redução no tempo médio de deslocamentos na cidade, com um impacto estimado em R\$ 760 milhões. Na Baixada Santista, o ENMU propõe a execução de quatro iniciativas de mobilidade: a extensão do VLT entre os terminais Samaritá (São Vicente) e Tatico (Praia Grande), a implantação do VLT Santos–Guarujá por meio do túnel, o BRT de Praia Grande, que ligará a Estação São Vicente (VLT) ao Terminal Caiçara, e uma nova ampliação do VLT entre os terminais Barreiros e Samaritá, em São Vicente. Projetos do VLT e BRT em Praia Grande e contrapartidas A Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Transportes (Setransp), que está ciente dos investimentos citados pelo Governo Federal. Porém, apresentou formalmente questionamentos sobre os trechos viabilizados. “Segundo a Setransp, o mais apropriado seria realizar a expansão do VLT entre Estação Barreiros - Terminal Tude Bastos antes da ligação entre Terminal Samaritá e Terminal Tatico”. A Administração Municipal acrescentou que o BRT deveria percorrer o trecho entre os terminais Caiçara e Tude Bastos, onde a população poderia acessar os trilhos e seguir viagem para São Vicente e Santos. “Para a Setransp não se mostra adequado o BRT e o VLT serem concorrentes no mesmo trecho, isto é, os dois modais fazerem o percurso PG – SV", concluiu a Prefeitura, em nota.