Com tratores, areia é revolvida para remoção de lixo e microrganismos. Raios ultravioletas matam patógenos (Prefeitura de Praia Grande/ Divulgação) A explosão dos casos de gastroenterite no Litoral paulista neste ano mudou a rotina de moradores e turistas. Em Praia Grande, uma técnica busca diminuir o avanço de bactérias responsáveis por essa doença. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Quem passa pela praia nas primeiras horas da manhã pode ver linhas feitas no solo. Com tratores, a areia é revolvida à noite e de madrugada, para remoção de lixo e microrganismos. No início da manhã, as bactérias dessa areia ficam expostas a raios ultravioleta, emitidos pela luz solar, e são eliminadas. A bióloga Danila Gabriela Bertin, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, destaca que a ação também impede a chegada de resíduos ao mar e favorece a balneabilidade. Danila pontua que a técnica é aplicada em outras praias do Brasil, com eficácia comprovada por estudos. “Patógenos como Escherichia coli e enterococos, por exemplo, que são responsáveis por causar problemas de saúde nos banhistas, como as gastroenterites, são sensíveis ao método e acabam sendo eliminados.” A bióloga apela à população que não jogue lixo nas praias. Há 200 caçambas e 1,4 mil lixeiras distribuídas nas praias. 'Virose' A gastroenterite, que no surto deste ano foi popularmente tratada como virose na Baixada Santista, causa sintomas como diarreia, vômito, náusea, cólica e febre. A explosão de casos lotou as unidades de saúde e fez aumentar a procura por medicamentos e isotônicos em farmácias. Houve estabelecimentos com filas e escassez de remédios.