Cinquenta aparelhos da Cidade estão integrados ao Muralha Paulista (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Em três meses de funcionamento em Praia Grande, o programa estadual Muralha Paulista permitiu reconhecer e prender 26 foragidos da Justiça na Cidade. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A iniciativa integra as câmeras de monitoramento dos municípios participantes a um banco de dados do Estado, para reconhecimento facial. Praia Grande, Indaiatuba, São Carlos e São Paulo foram as primeiras cidades paulistas com as quais se firmou convênio. Hoje, são mais de 500. Além do reconhecimento do rosto de suspeitos, o sistema consegue monitorar veículos roubados e furtados. Também há um aplicativo para policiais e guardas civis para consulta de suspeitos foragidos, IMEI (código de identificação) de celulares e registros de armas. Resultados Praia Grande iniciou os testes para a integração de suas câmeras de monitoramento ao Muralha Paulista na última semana de fevereiro. O secretário de Assuntos de Segurança Pública, Maurício Vieira Izumi, disse à TV Tribuna que há 50 câmeras interligadas ao Muralha Paulista. “Futuramente, teremos mais de 100 câmeras para fazer este trabalho de monitoramento em Praia Grande”, declarou. Uma das primeiras prisões em Praia Grande, com auxílio do Muralha Paulista, aconteceu em março. Um homem estava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)Samambaia. Com cruzamento de dados, guardas civis municipais foram notificados de que ele era foragido por roubo. Ele foi preso ao sair da unidade. Maurício Izumi detalhou que a tecnologia propicia o reconhecimento do suspeito mesmo com mudanças no visual. “Pode usar boné, óculos ou deixar o cabelo e a barba crescer: o sistema vai conseguir identificar a pessoa”, observou o secretário.