Estudo aponta Praia Grande como a segunda cidade da Baixada Santista com o metro quadrado mais caro (Divulgação/Prefeitura de Praia Grande) Entre os destinos mais procurados do litoral de São Paulo, Praia Grande volta a registrar valorização nos imóveis residenciais. A cidade, que tem atraído moradores e investidores pelo crescimento acelerado, mantém-se entre as mais valorizadas do estado e segue em ritmo de alta no setor imobiliário. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o Índice FipeZAP, referência no acompanhamento do mercado nacional, o valor médio do metro quadrado em Praia Grande chegou a R\$ 6.409 em julho, consolidando o município como a 37ª cidade mais cara do país para adquirir um imóvel entre as cidades incluídas no estudo. A variação foi de 0,50% no mês, ligeiramente acima da observada em junho (0,51%). No acumulado de 2025, os preços já registram alta de 2,55%. Para o corretor André Luciano Oliveira Silva, de 48 anos, a valorização em Praia Grande está diretamente ligada à localização e ao estilo de vida que a cidade oferece. “Praia Grande é beneficiada por conta de sua localização geográfica. Quem desce a serra, chega rápido. É um interior com praia”, explica. Diferenças entre bairros Segundo o especialista, alguns bairros puxam a média para cima, como o Canto do Forte e o Flórida. No Forte, há escassez de terrenos para construção de prédios e restrições em áreas como o Jardim Matilde, onde só são permitidas casas. “Essas residências são de alto padrão, muitas vezes reformadas com projetos assinados”, diz. “Construtores experientes acabam selecionando até quem será o comprador, o que garante exclusividade e mantém o padrão elevado”. Já no Flórida, o mesmo fenômeno ocorre. “É um bairro com muitas casas de alto padrão, que elevam a média. Há imóveis que variam entre R\$ 6 mil e R\$ 12 mil o metro quadrado, principalmente quando se trata de projetos exclusivos com assinatura de arquitetos”, explica. Por outro lado, existem construções feitas por investidores sem experiência no setor, o que, segundo o corretor, gera distorções. “Muitos entram no mercado sem estrutura, levantam prédios sem preocupação com incorporação ou pós-venda e acabam vendendo por valores muito abaixo do que o mercado pagaria por um imóvel com documentação. Isso derruba a média em algumas áreas”, observa.