[[legacy_image_316881]] Quem estava na orla de Praia Grande na noite desta segunda-feira (4) se deparou com uma cena inusitada. Um redemoinho cheio de areia se formou na praia e seguiu em direção ao calçadão no bairro Boqueirão, assustando e impressionando as pessoas que estavam no local. Porém, o que isso pode significar? (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas imagens, é possível ver gente correndo, papéis voando, areia pelos ares e comentários sobre o redemoinho. Uma pessoa chega a falar: "É o saci que está vindo". E quem grava um dos vídeos se questiona: "Que brisa é essa?" A meteorologista da consultoria Ampere, Heloísa Pereira, analisou as imagens a pedido de A Tribuna e afirma que, por meio delas, não é possível classificar o fenômeno como um furacão ou ciclone. O redemoinho, segundo ela, é o que mais se encaixa nas características conferidas no vídeo. A especialista acrescenta que um redemoinho pode ocorrer devido a mudanças na topografia do mar para o continente ou em função de condições meteorológicas que levam à variação da pressão atmosférica. “Quando há grandes contrastes térmicos, como nesta época do ano, quando a superfície e o oceano esquentam ao longo do dia, no início da noite a brisa ganha força, por causa do resfriamento da superfície. Podemos dizer que esse tipo de formação é comum. Ou seja, a formação de um redemoinho muitas vezes começa com diferenças na velocidade ou direção do fluido (água ou ar), geradas por diferenças de temperatura e, consequentemente, de pressão”, explica a especialista. Apesar de os redemoinhos aparentarem serem inofensivos, Heloísa diz que eles podem oferecer riscos em certas situações, dependendo do ambiente em que ocorrem. “Embora geralmente não sejam tão perigosos como os tornados, os redemoinhos podem causar danos leves e representar um risco para objetos soltos”. Aproximação de frente friaAinda de acordo com a meteorologista, nesta segunda-feira (4), o Litoral de São Paulo estava sob a influência da formação de uma baixa pressão atmosférica, ou seja, de um ciclone, na costa. Esse modelo climático pode apontar a chegada de um novo sistema meteorológico mais expressivo. A Tribuna já publicou sobre a chegada de chuva e frente fria na Baixada Santista nesta semana. “Esses gradientes de temperatura considerável, pressão e vento, podem sim ocorrer antecedendo a chegada de algum sistema meteorológico mais expressivo”, conclui Heloísa.