Prédio interditado fica no bairro Aviação, em Praia Grande (Vanessa Rodrigues/ AT) Quase dois anos após a evacuação emergencial do Edifício Giovannina Sarane Galavotti, no bairro Aviação, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, os moradores do condomínio seguem sem poder retornar aos apartamentos e convivem com prejuízos materiais, desgaste emocional e sucessivos adiamentos de prazos. O prédio foi interditado em 13 de fevereiro de 2024, após tremores e a constatação de danos estruturais em pilares do subsolo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O edifício de alto padrão, localizado na Avenida Jorge Hagge, tem 23 pavimentos, sendo 19 de moradia, com 133 apartamentos. Na ocasião da interdição, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura constataram danos em três pilastras, o que levou à retirada imediata dos moradores. Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a Defesa Civil realiza vistorias frequentes no edifício para acompanhar os serviços de reforço estrutural e verificar as condições de segurança. A Administração Municipal havia informado em balanços anteriores que o prédio permanece totalmente interditado, com acesso autorizado apenas em situações pontuais e previamente agendadas, sempre com acompanhamento técnico. A Secretaria de Urbanismo também acompanha o caso e confirmou que o edifício possui alvará para execução de obra emergencial, com validade até junho de 2026. Como noticiado por A Tribuna, durante as obras de reforço estrutural, dois pilares do subsolo chegaram a se romper, provocando estrondos que assustaram moradores do entorno e levaram vizinhos a acionar a Defesa Civil. Na época, a Prefeitura afirmou que não houve novo abalo estrutural e que os ruídos eram decorrentes das intervenções autorizadas. A construtora JR, responsável pelo edifício, declarou que o prédio estava estabilizado e que não havia risco para a vizinhança. Adiamentos sucessivos Conforme apurado pela TV Tribuna, a espera se prolongou e a rotina dos moradores segue marcada por incertezas. Famílias relatam que, desde a evacuação, precisaram deixar os apartamentos às pressas, recorrer a aluguéis temporários ou colônias de férias e reorganizar completamente a vida. Muitos moradores afirmam que os prazos de retorno foram sendo sucessivamente adiados. A expectativa inicial de volta em agosto de 2024 não se concretizou, assim como novas previsões para dezembro do mesmo ano e para o início de 2025. Os moradores receberam recentemente um novo cronograma indicando a possibilidade de retorno apenas no primeiro trimestre de 2026. Mesmo assim, o sentimento predominante é de insegurança. Além da longa espera, parte dos condôminos afirma que as obras causaram danos dentro dos apartamentos, como móveis quebrados, eletrodomésticos avariados, acúmulo de poeira e mofo, além da falta de cuidado durante as intervenções. Ainda de acordo com os moradores, houve atrasos no pagamento da ajuda de custo destinada a cobrir despesas com moradia temporária. Alguns afirmam estar há meses sem receber os valores, o que agravou a situação financeira de quem precisou alugar outro imóvel. A construtora JR informou à TV Tribuna que a parte estrutural já foi concluída e que os trabalhos de acabamento seguem em andamento, além de afirmar que algumas famílias poderão retornar aos apartamentos até março de 2026, com aval dos órgãos competentes.