Escola Estadual Maria Pacheco Nobre, no Boqueirão: forte calor para alunos, professores e funcionários (Leandro Guedes/TV Tribuna) Os pais dos alunos da Escola Estadual Maria Pacheco Nobre, no Boqueirão, em Praia Grande, reclamam da falta de climatização em salas de aula, agravada pela recente onda de calor — um problema para estudantes, professores e demais funcionários. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Trata-se de mais uma escola do Estado alvo de queixas. Na terça-feira, A Tribuna noticiou problema semelhante no colégio Professor Suetônio Bittencourt Junior, no Estuário, em Santos. A representante comercial Ana Paula Gregorio, de 45 anos, mãe de uma aluna do terceiro ano do Ensino Médio, afirma que escola recebeu os equipamentos de ar-condicionado durante o período de férias. No entanto, os aparelhos ainda não foram instalados e os alunos não receberam previsão do início do funcionamento do equipamento. O ano letivo na rede estadual de ensino começou no dia 3, e alunos sofrem com altas temperaturas. “Eu tive que sair do trabalho para buscar minha filha mais cedo na última terça-feira. A pressão dela caiu, vários alunos estão passando mal e ligam para os pais desesperados. No fim da manhã, quando o calor fica mais forte, eles não têm aguentado ficar dentro da sala”, enfatiza. Além da questão da saúde, a mãe explica que a temperatura elevada impacta diretamente na aprendizagem dos alunos, que têm dificuldade para se concentrar. A dona de casa Cássia Morais, de 43 anos, também citou a rotina da filha, igualmente no terceiro ano do Ensino Médio. Segundo ela, os ventiladores estão sem manutenção e os equipamentos ficam em posição fixa, sem que o vento chegue a todos os pontos das salas. “O problema já vem desde o ano passado. Minha filha já passou mal por conta do calor em 2024, e eu tive que buscá-la. Não posso deixá-la em casa”, comenta, sobre a necessidade de a filha se preparar para o vestibular. Rede elétrica motiva divergência A Secretaria Estadual de Educação informou que os aparelhos de ar-condicionado serão instalados após a adequação na rede elétrica externa da escola, que cabe à concessionária de energia. Citou que o colégio tem, pelo menos, dois ventiladores em cada sala de aula. “As unidades da rede estadual têm autonomia para adaptar atividades que promovam maior conforto aos estudantes, diante das condições climáticas. A pasta recomenda que aulas de Educação Física sejam leves, com hidratação frequente e que a exposição ao sol seja evitada, principalmente entre 10 e 16 horas, quando as temperaturas estão mais elevadas. Se for necessário, o professor pode optar por dar aulas sem esforço físico”, declarou a pasta, em nota. A CPFL Piratininga mencionou que as intervenções solicitadas pela unidade escolar referem-se ao padrão de entrada de eletricidade do imóvel, sem relação com a rede de distribuição de energia. A concessionária salientou que, para a execução do serviço, são necessárias adequações técnicas de responsabilidade do cliente, já comunicadas aos encarregados em 27 de janeiro.