Isabela Priel Régis, de 18 anos, era a filha caçula de Élica Priel. Uma amiga da jovem também morreu (Arquivo Pessoal) Aguarda julgamento o motorista acusado de atropelar e matar duas jovens — uma delas, de Praia Grande — em 9 de abril, em São Caetano do Sul (SP). Uma testemunha disse que o condutor estaria participando de um racha. Ele dirigia a 108 km/h, segundo perícia. A velocidade máxima permitida na via é de 60 km/h. A vítima praia-grandense era Isabela Priel Régis, de 18 anos, que percorria uma faixa de pedestres com a amiga Isabelli Costa. Ambas foram arrastadas por 50 metros. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Lembrança e abalos Mãe de Isabela, a funcionária pública e moradora de Praia Grande Élica Priel, de 52 anos, diz sofrer abalos emocionais. A filha nasceu em Praia Grande. Em 2019, foi morar com o pai na região do ABC Paulista, mas ficava na casa da mãe, na Vila Sônia, nos feriados e na temporada de verão. Isabela sonhava em ser médica, especificamente na área de pediatria. Ela se formou como técnica de enfermagem e estava se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com objetivo de garantir uma vaga em um curso superior. Recorrentes Élica Priel declarou que buscará os direitos da filha e de outras famílias que perderam parentes por causa de atropelamentos naquela região. O local onde Isabela e a amiga morreram — a Avenida Goiás — registra acidentes frequentes, diz a mãe. A funcionária pública tem outros três filhos, mais velhos que Isabela. Investigação O estudante de Direito Brendo Sampaio, de 26 anos, que atropelou as jovens, está preso desde o dia do incidente. No início do mês passado, a Justiça tornou o motorista réu por duplo homicídio qualificado. A defesa alegou que o semáforo estava verde para Sampaio. O advogado Rafael Felipe Dias, representante das famílias das vítimas, ressaltou que as famílias esperam a condenação do estudante por duplo homicídio. Os próximos passos do processo serão as alegações finais da acusação e da defesa e a pronúncia, isto é, a decisão judicial para se saber se o estudante será ou não submetido a júri popular.