Irmã Dulce é um dos maiores hospitais da Baixada Santista (Vanessa Rodrigues/AT) O Hospital Municipal Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, passa a ser administrado por uma nova gestora. A Biogesp (Associação de Gestão e Execução de Serviços Públicos e Sociais) assumiu a gestão do Complexo de Saúde, que até então estava sob responsabilidade da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). A Prefeitura promete melhorias e expansão de serviços. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Administração Municipal, a mudança busca aprimorar a prestação de serviços e ampliar gradualmente o atendimento oferecido à população. Entre as prioridades estão a manutenção predial, a compra de novos equipamentos, a reabertura de duas salas de cirurgia, a instalação de uma nova maternidade e a ampliação de leitos de retaguarda. Com a entrada da organização, a Prefeitura garante que a revisão de custeio permitirá absorver novos investimentos sem prejudicar o funcionamento atual. Histórico de atrasos e problemas na gestão anterior A troca de gestão ocorre meses após denúncias de atrasos salariais feitas por médicos contratados pela SPDM. Em março deste ano, profissionais relataram para A Tribuna não ter recebido os pagamentos referentes a dezembro de 2024. Na ocasião, uma greve chegou a ser cogitada. A empresa alegou dificuldades financeiras, ausência de reajustes contratuais nos últimos seis anos e problemas administrativos relacionados à renovação do contrato. A Prefeitura, por outro lado, afirmou que todos os repasses haviam sido feitos. O modelo de gestão também foi alvo de críticas. A SPDM terceirizava empresas médicas para assumir serviços especializados, prática conhecida como quarteirização. Médicos relataram para A Tribuna que eram obrigados a entrar como sócios dessas empresas, sem vínculo direto de contratação. Convênio com o Estado e novos serviços No fim de julho, o convênio com o Governo Estadual foi renovado, garantindo a permanência dos 66 leitos estaduais entre os 251 disponíveis no hospital. Além disso, o município negocia com o Estado a implementação de novos serviços, especialmente exames de alta complexidade. A medida deve impactar diretamente o tempo de permanência dos pacientes na unidade, já que inclui exames de referência regional para casos de AVC e infarto, além da disponibilização de materiais para próteses ortopédicas e cirurgias de alta complexidade. Além de atender residentes em Praia Grande, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), ativo desde 2009, atende moradores do Litoral Sul (Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). Em 2024, a unidade registrou 15 mil internações de pacientes da Baixada Santista. No ano passado, o ambulatório fez 176 mil exames e procedimentos, 86,4 mil consultas e atendimentos e 6,2 mil cirurgias.