Juliana e o marido ficaram sem internet por um período após o Furacão Melissa passar pela Jamaica (Arquivo pessoal) O que seria a realização de um sonho virou momentos de medo e apreensão para um casal que mora em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A servidora Juliana Modesto, de 50 anos, e o marido, de 61, ambos da Secretaria de Urbanismo da cidade da Baixada Santista, estavam viajando na Jamaica quando o Furacão Melissa atingiu o país. Com voos cancelados e rodeado de um cenário de destruição, o casal enfrenta dificuldades para retornar para casa e aguarda o embarque para o Brasil até esta terça-feira (4). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, Juliana contou que o embaixador brasileiro conseguiu um voo para o retorno ao país e que aguardava a abertura do guichê para o embarque. “Mas muitas pessoas estão com voos cancelados novamente em Montego Bay. Tudo destruído pelo caminho. Espero que embarquemos agora”. Antes do furacão acontecer O casal chegou à Jamaica no último dia 17 e estava explorando diferentes regiões da ilha, como Montego Bay e Port Antonio, até retornar a Negril, onde aguardou a passagem do Furacão Melissa. A servidora destacou que o resort Riu Tropical Bay, onde ela e o marido estavam hospedados, adotou todas as medidas de segurança necessárias. Segundo ela, os hóspedes receberam orientações detalhadas sobre como agir e se proteger em caso de situações extremas. “Eles pediram que, se o vento ficasse muito forte, a gente fosse para o banheiro. Colocamos um colchão lá. Também pediram para fechar a vidraça e as cortinas, caso o vidro se quebrasse”. Mesmo tendo que mudar todos os planos e passeios, Juliana destacou que a Jamaica a surpreendeu positivamente. Segundo ela, o povo é muito gentil, a comida é deliciosa e o mar tem uma cor inacreditável. Apesar da situação difícil que enfrentou, ela afirmou que pretende voltar ao país no futuro. Momento de tensão O Furacão Melissa atingiu a Jamaica na terça-feira passada (28), deixando um rastro de destruição em diversas cidades. Com ventos que ultrapassaram os 300 km/h, o fenômeno causou 19 mortes. Durante e após a passagem do furacão, o casal de Praia Grande ficou completamente sem internet, presenciou os estragos de perto e só conseguiu se comunicar novamente por meio de um sinal restrito.