O forte ciclone extratropical chegou na cidade em cheio, no dia 31 de maio de 1993 (Imagem ilustrativa/ Pexels) A cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, já foi palco de diversas histórias inusitadas, muitas delas compartilhadas pelo perfil nas redes sociais Praia Grande na Tela. Em uma delas, o historiador Cláudio Sterque lembra que um forte ciclone extratropical já atingiu o município. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O fenômeno foi relatado como a maior tragédia já registrada na região, com ventos que ultrapassaram os 100 km/h. Segundo o historiador, um dos locais mais afetados foi o antigo supermercado Pão de Açúcar, onde atualmente funciona o Extra do Boqueirão. O forte ciclone extratropical chegou na cidade em cheio, no dia 31 de maio de 1993, deixando duas pessoas mortas e outras 48 feridas, que foram atendidas na antiga Santa Casa da cidade. O historiador acrescenta que a maioria das vítimas foi atingida por estilhaços de vidro, já que ventos tão fortes provocaram a quebra de janelas, além das quedas de muros, árvores e até a destruição de algumas casas. “Para vocês terem uma ideia, as placas do Pão de Açúcar, aquelas que imitam frutas, foram parar no Canto do Forte, onde também houve uma grande destruição do Morro Xixová. Realmente, esse episódio deixou uma grande lição para todos nós da cidade: contra a natureza, ninguém pode”, concluiu o historiador. Outra história Em 9 de agosto de 1948, outro fenômeno climático marcou a história de Praia Grande: uma frente fria vinda da Argentina derrubou os termômetros para 0,8°C, ou seja, quase um grau, como relata Cláudio Sterque. O frio extremo trouxe até icebergs, grandes blocos de gelo, acompanhados por vários pinguins e leões-marinhos, que apareceram entre os bairros Solemar e Canto do Forte. Na ocasião, figuras conhecidas da pesca local, como José Carlos de Oliveira e Dona Vanda Aparecida Dionne de Oliveira, solicitaram que os pescadores recolhessem os animais e os levassem até um terreno vazio na Avenida Costa e Silva. De acordo com o historiador, a cena rapidamente se tornou uma grande atração turística. Pessoas de diversas cidades, como São Paulo e Santos, viajaram até Praia Grande para ver de perto os pinguins e os leões-marinhos. No entanto, em certo momento, alguém abriu o cercado onde os animais estavam e todos acabaram sendo roubados. Ainda segundo Sterque, esse episódio ficou marcado na história da cidade, não apenas pela queda acentuada na temperatura, mas também por toda a repercussão que gerou. Em mais de 70 anos, um frio tão intenso nunca mais foi registrado em Praia Grande.