Maurício Peretto foi preso na operação da PF que visa desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro (Reprodução/ Instagram e Divulgação/ Polícia Federal) A defesa de Maurício Peretto impetrou um pedido de habeas corpus (HC) na quinta-feira (3) solicitando a liberdade do empresário que foi preso em Praia Grande. Maurício foi preso durante uma operação da Polícia Federal (PF) que tinha o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Irmão do comerciante assassinado Igor Peretto e do vereador de São Vicente, Tiago Peretto (União Brasil), Maurício foi preso em casa na terça-feira (1º). O advogado do empresário, Felipe Pires de Campos, confirmou que entrou com o pedido de habeas corpus para que o cliente seja solto. Maurício foi preso após a PF deflagrar a Operação Tripeiros, que tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. A corporação cumpriu 12 mandados de prisão em todo o Brasil, sendo quatro na Baixada Santista - dois em Praia Grande, um em São Vicente e outro em Itanhaém. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Baixada Santista. A operação é resultado de um ano e meio de investigação, com foco nos chefes da organização, executores das fraudes e arregimentadores das pessoas utilizadas como "laranjas" pelo grupo criminoso. Conforme apurado por A Tribuna, Maurício Peretto foi preso em sua casa, no bairro Canto do Forte, enquanto se preparava para ir à faculdade na manhã desta terça-feira (1º). Um carro foi apreendido. De acordo com a defesa, o empresário foi pego de surpresa, mas está confiante de que tudo será esclarecido. Campos ressaltou que a investigação que resultou na prisão de Maurício Peretto não tem qualquer relação com as empresas dele, nem com a morte do irmão. Organização criminosa Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa alvo da operação chegou a furtar, em um só dia, aproximadamente R\$ 1 milhão, que foi distribuído entre cerca de 70 contas de laranjas de diversos estados, como Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Nesta terça-feira (1º), a corporação cumpriu 12 mandados de prisão preventiva, 18 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens dos investigados, em São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Ceará, autorizados pela Justiça Estadual de São Paulo. Ainda segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado mediante fraude e organização criminosa.