Pedro completou uma semana internado na UPA Quietude neste sábado (12) (Arquivo pessoal) A família do pequeno Pedro de Carvalho Silva, de apenas 3 meses, vive dias de angústia em Praia Grande. De forma prematura, ele nasceu no dia 23 de dezembro de 2024, com apenas 1,3 kg, e passou seus primeiros dois meses de vida internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um mês em casa. Agora, enfrenta mais uma batalha, pois está internado desde o último sábado (5) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Quietude aguardando uma vaga em leito de UTI neonatal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a avó, Márcia Aparecida Franca da Conceição Vital, de 46 anos, o bebê foi diagnosticado com bronquite, mas seu quadro se agravou nos últimos dias e ele agora também enfrenta um quadro de pneumonia. “A respiração dele está muito baixa. Minha filha acabou de me ligar chorando, porque estão tendo que alimentar ele por sonda”. Além da gravidade do estado de saúde do neto, a avó falou sobre a precariedade no atendimento prestado na UPA Quietude. Márcia afirmou que o bebê permaneceu internado em uma sala de emergência, dividindo um único equipamento hospitalar com outra criança. “O aparelho só tem um cabo. Quando uma criança fica mal, tem que tirar o cabo de um para colocar no outro. Eles estão revezando um aparelho que os dois deveriam usar o tempo todo”, disse. A família tenta desde o início da internação na UPA conseguir uma vaga em um hospital, mas sem sucesso. Márcia Vital conta ainda que enfrenta outro problema: a mãe dela está internada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, após sofrer um derrame cerebral. Ela teme que a história se repita com o neto. “O médico falou que já não tem mais o que fazer com a minha mãe. Ela entrou andando na UPA e agora já não tem esperança nenhuma. Com o meu neto, começou com um problema, agora já está com outro. E nada da vaga”, lamentou. A Tribuna procurou a Prefeitura de Praia Grande para questionar o motivo da demora na transferência e saber quais providências estão sendo tomadas para garantir o atendimento adequado ao bebê. Porém, até o momento da publicação, não houve resposta.