Reunião ocorreu na Câmara de São Vicente, promovida por duas frentes parlamentares da Assembleia (Alexsander Ferraz/AT) Planejamento, por meio de comunicação ampla, para que a população se prepare para o risco falta d’água em feriados prolongados e nos períodos de temporada. Essa foi a tônica dos pedidos encaminhados por políticos locais a representantes da Sabesp e do Governo Estadual na audiência pública, promovida nesta quarta-feira (14) de manhã na Câmara de São Vicente, para discutir os problemas de abastecimento e possíveis soluções na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em resposta a questionamentos dos parlamentares e da população, o Relações Governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, destacou o aumento dos investimentos na região como fundamentais para a realização de obras, citando a adutora Santos–Guarujá como exemplo (leia adiante). A audiência foi promovida por duas frentes parlamentares da Assembleia Legislativa: de Acompanhamento e Fiscalização da Sabesp, presidida pela deputada estadual Solange Freitas (União), e em Defesa da Baixada Santista, do Vale do Ribeira e do Litoral Norte, pelo deputado Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL). “Queremos o planejamento da Sabesp para o Carnaval, para os próximos feriados prolongados e, principalmente, para a próxima temporada, para que a gente não sofra com esse caos”, disse Solange. Para ela, além de obras de longo prazo, é preciso que a empresa adote medidas com efeito mais imediato. “Precisamos, de forma massiva e antecipada, de campanhas publicitárias da Sabesp falando que, sim, teremos um problema de estiagem e teremos que racionar água, e que conseguimos, por outros meios, suprir a demanda com caminhões-pipa”, afirmou Coimbra. Solange e Coimbra cobraram medidas rápidas, massivas e antecipadas (Alexsander Ferraz/AT) Mais observações O deputado estadual Caio França (PSB) comentou que, nos últimos três anos, a Sabesp demitiu cerca de 6 mil funcionários e pôs em xeque a eficácia de obras da empresa. “Há a adutora que vai ser instalada na (Avenida) Martins Fontes, em Santos, para poder melhorar o abastecimento em Vicente de Carvalho, e essa adutora vai captar a água no mesmo lugar onde a área insular de São Vicente e Santos recebe água. Gostaria que tivesse outros mecanismos para poder fazer isso.” Prefeito de São Vicente e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Kayo Amado (Podemos) pediu mais diálogo entre Sabesp e Poder Público. “Se, por exemplo, o sistema do usuário estiver mal dimensionado, ou se tem muita gente com falta de caixa d’água, a gente precisa fazer a política de levar caixa d’água às pessoas que mais necessitam, dentro de uma lógica de dignidade.” Papa, ao lado da superintendente regional da Sabesp, Olívia Mendonça (Alexsander Ferraz/AT) Representante da companhia explica problemas e saídas O Relações Governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, afirmou que a falta d’água entre o mês passado e este foi agravada por um período de estiagem severa e chuvas fortes que afetaram os mananciais. E que o aumento populacional durante a temporada fez crescer o consumo de água, impulsionado pelo calor extremo. Além da adutora Santos-Guarujá, Papa mencionou a construção de quatro reservatórios ao lado da estação Mambu, em Itanhaém, para 40 milhões de litros de água, e de 23 reservatórios nas nove cidades locais. “Esses reservatórios ampliaram a capacidade de reservação da região em 130 milhões de litros, o que é um pouco mais do que a capacidade do maior reservatório-túnel da América Latina, localizado entre Santos e São Vicente”, disse, em alusão ao Santa Terezinha-Voturuá, onde cabem 110 milhões de litros. Outra obra destacada foi a construção de uma nova estação de tratamento de água em Bertioga, com fonte no Rio Itatinga. Papa disse que, com isso e pelo fato de que, há dois anos, se duplicou a estação de tratamento de água Mambu-Branco, no Litoral Sul, soluções virão em curto prazo. Participantes Também compareceram à reunião representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp) e o deputado federal Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), que se pôs à disposição para intermediar cobranças e soluções.