Presidente do Procon Santos orienta desconfiar de preços muito baixos e atentar ao que escolas pedem (Alexsander Ferraz/ AT) A compra de material escolar movimenta papelarias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, neste início de ano. Com listas em mãos, pais e responsáveis têm pesquisado preços e buscado alternativas para equilibrar o orçamento familiar, dividindo as compras entre lojas físicas e plataformas on-line. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O gerente de qualidade de café Rafael França, de 41 anos, comprava os itens para a filha Marina, de 5, que cursa o Infantil 2. Segundo ele, o valor varia conforme a lista. “Só a (parte de) papelaria gira em torno de R\$ 300,00. Quando se soma o material didático da escola, o valor sobe bastante. Gastamos até R\$ 1,5 mil”, afirma. França diz que costuma pesquisar antes de comprar e que grupos de pais se organizam para negociar descontos. Desta vez, ele conseguiu um abatimento de 10%. A médica Beatriz Kinjo, de 43 anos, comprava material para os dois filhos, de 2 e 5 anos. Ela afirma que deixou parte da lista para compras on-line. “Canetinhas são mais baratas na internet. Em papel e itens parecidos, o preço é praticamente o mesmo”, relata. Para Beatriz, houve aumento em relação ao ano passado. “Eu senti um pouco em praticamente tudo”, relata. Antes de pagar, a profissional da saúde disse à Reportagem que queria gastar entre R\$ 300,00 e R\$ 400,00, mas, no final, mostrou que teve de desembolsar R\$ 550,00. A assistente administrativa Luciana Cavalcanti, de 41 anos, decidiu comprar cadernos pela internet após comparar valores. “Aqui estava mais caro. On-line, consegui economizar”, conta. Para quem tem tempo, ela recomenda pesquisar para reduzir custos. Luciana declara que quer gastar em torno de R\$ 300,00. Sindicato do Comércio Varejista espera 2% mais vendas neste ano (Alexsander Ferraz/ AT) No comércio, o gerente de papelaria Edvan Marques, de 58 anos, afirma que cadernos, canetas e lápis estão entre os itens mais procurados. Segundo ele, houve reajustes, mas sem aumentos expressivos, e o parcelamento foi mantido. O presidente do Procon Santos, Sidney Vida, orienta que os pais pesquisem preços, desconfiem de valores muito abaixo dos do mercado e fiquem atentos às listas escolares. “A escola não pode exigir marcas nem pedir itens de uso coletivo. Informação protege o bolso”, orienta. Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Omar Abdul Assaf, mesmo com cautela dos consumidores, a expectativa é de crescimento de cerca de 2% nas vendas da volta às aulas neste ano.