[[legacy_image_306731]] A próxima edição da Operação Verão na Baixada Santista e no Vale do Ribeira está prevista para o período entre 18 de dezembro e 23 de fevereiro. Serão destacados 2.350 policiais militares e 288 veículos. Representantes da PM apresentaram os dados na manhã desta terça-feira (24), na Prefeitura de Praia Grande, na reunião ordinária bimestral do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana (Condesb). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna obteve os dados com a Administração praia-grandense no início da noite de ontem e procurou confirmá-los com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. Após a exposição, os três prefeitos que participaram do encontro de ontem pediram à Polícia Militar que o reforço na segurança ocorra não apenas no verão, mas também em feriados prolongados e fins de semana ensolarados. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Praia Grande cita que a Cidade, com população fixa em torno de 350 mil pessoas, chega a ter de 650 mil a 700 mil em sábados e domingos de sol. Os prefeitos Márcio Melo Gomes (Republicanos, de Mongaguá, também presidente do Condesb), Raquel Chini (PSDB, de Praia Grande) e Kayo Amado (Pode, São Vicente) comentaram, ainda, que pretendem reforçar uma solicitação mais antiga; a de que o efetivo policial seja aumentado de forma permanente. Essa questão também foi dirigida à assessoria de imprensa da SSP, igualmente sem resposta. O vice-prefeito de Peruíbe, André de Paula (União), e representantes das prefeituras de Guarujá e Santos também foram à reunião do Condesb. Lei descumpridaHá, porém, uma norma paulista vigente desde 2018 e ainda não cumprida que determina a manutenção da Operação Verão de forma permanente nas nove cidades da Baixada Santista. Trata-se da Lei Estadual 16.759, de autoria do deputado Paulo Corrêa Júnior (que estava filiado ao PEN, partido extinto, e hoje no PSD), e sancionada pelo então governador Márcio França (PSB). Pelo texto, “entende-se por Operação Verão o projeto do Governo do Estado que visa a garantir a segurança de moradores e turistas do Litoral, enviando contingente maior de policiais civis e militares”. O documento também estipula que “os policiais que fazem parte do contingente enviado poderão ser alterados ou substituídos, desde que o número de policiais em atividade não seja reduzido”. Outra ordem não atendida e que consta nessa lei é a de que, “além dos policiais, deverão ser enviados para a região da Baixada Santista veículos, armamentos e quaisquer outros itens indispensáveis” à atuação deles. Pedido negadoEm novembro do ano passado, o prefeito Kayo Amado havia pedido ao então secretário estadual de Segurança Pública, João Camilo Pires de Campos, a antecipação do começo da Operação Verão 2022/ 2023. O motivo não era o turismo, mas uma onda de saques a atacadistas que ocorria naquele mês. O pedido não foi atendido, sob o argumento de que os policiais a serem destacados para o trabalho no período ainda não haviam concluído o curso de oficiais que fariam parte do reforço policial nas férias e no Carnaval.