Oito em cada dez pessoas das classes C e D pretendem comprar na Black Friday

Valor médio das compras será acima dos R$ 1 mil; TV e eletrodomésticos lideram ranking de buscas

Oito entre cada 10 pessoas das classes C e D pretendem aproveitar essa Black Friday para fazer compras. O número dessa intenção de compra é 14 pontos maior que no ano passado, quando 68% disseram que aproveitariam o dia de ofertas para adquirir algum produto.

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A pesquisa é da fintech Superdigital. A empresa de tecnologia da área financeira ouviu 1.339 pessoas dessa faixa de renda entre os dias 4 e 8 de novembro, pela internet, em todas as regiões do País.

Os dados mostram que a maioria dos consumidores dessa faixa (38%) pretende gastar mais de R$ 1 mil nas compras. 

“Há otimismo e uma demanda que foi reprimida nos meses mais duros da pandemia. O trabalhador começa a ter confiança de investir em algum produto mais caro”, aponta a CEO da empresa e coordenadora da pesquisa, Luciana Godoy. 

O alto valor indicado na pesquisa reflete os produtos que são mais buscados: TV e eletrodomésticos (35% pretendem comprar os utensílios). Eles são mais caros que o celular, que ficou em segundo lugar (25%).

“É uma mudança de perfil. No ano passado, o celular era líder absoluto. Neste ano, produtos para casa ganharam mais espaço porque o consumidor olhou para o lar e está buscando soluções que o ajudem. Ao observar os dados nos detalhes, houve alta expressiva de aspiradores de pó, por exemplo”, explica Luciana.

Nas lista de compras está, ainda, vestuário (16%) e, na última posição, as viagens, com apenas 2%. “Esse público viaja muito mais pelo Brasil e, como se tornou mais caro passear pelo País, o item praticamente desaparece das buscas”.

Entre lojas físicas e internet, há uma equilibrada distribuição: 51% no comércio de rua e 49% no e-commerce. 

Apesar destes números, ainda dados que chamam atenção. Luciana aponta que pode até ter havido reservas do auxílio emergencial, no entanto, as compras da Black Friday serão à vista em apenas 29% dos casos. “Juntos, cartão de crédito e compras parceladas são 68% das formas de pagamento. Ou seja, não é dinheiro na mão. Há necessidade de parcelar a compra porque são produtos caros para as classes C e D”.

Luciana ressalta que o volume maior de pessoas fazendo pesquisas de preço reforça a tese da busca pela oferta mais barata. Neste ano, 83% diz que já está pesquisando preços. No ano passado, esse número era de 70%.

 

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