“O recorde de investimentos em obras de infraestrutura aponta, para a iniciativa privada, vontade política”, afirma o vice-governador (Vanessa Rodrigues/AT) Em visita ao Grupo Tribuna, o vice-governador Felicio Ramuth (PSD) destacou investimentos em infraestrutura, que servem de atrativo para a iniciativa privada. Falou sobre obras como a terceira pista da Imigrantes, o leilão do serviço de travessias hídricas e a expectativa pelo início da operação comercial da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Confira trechos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O prazo para a operação comercial do VLT está mantido para o final do ano? A ideia é fazer operações assistidas (em horário limitado) com passageiros até o final desse ano. Depois, tudo dando certo, você libera para a operação sem ser o que a gente chama de assistida. E com relação à terceira pista da Imigrantes? O prazo do início da obra (da nova Imigrantes) é o final de 2026. O contrato (para o projeto executivo) já foi assinado (no dia 13, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, disse em Santos que a iniciativa está em desenvolvimento de projetos, o básico e o executivo, com expectativa de obtenção das licenças até meados do ano que vem). As travessias estão com leilão marcado para 17 de outubro. Qual a expectativa? São 14 travessias hídricas. Todas serão alteradas para (embarcações) eletrificadas. Então, nós vamos ter sustentabilidade, além de reforma. A gente colocou R\$ 50 milhões de investimentos em dez balsas da região de Santos, além das estações (de barcas) da Praça da República e de Vicente de Carvalho. Mas está previsto um investimento de R\$ 2 bilhões na licitação. A partir do terceiro ano, a empresa começa a trocar as balsas por unidades eletrificadas. E quanto às rodovias que atendem Litoral Norte e Bertioga? Sobre a Mogi-Bertioga (agora administrada pelo consórcio Novo Litoral), a obra também já está em andamento, já foi licitada. A gente tem a oportunidade de criar marginais nas estradas, além de melhorar a descida. Foi assinado o contrato em 2024. Os projetos executivos já estão em aprovação para iniciar as obras já no ano que vem, e aí são cinco anos para que a gente tenha todas (prontas). E com relação ao TIC (Trem Intercidades) entre São Paulo e Santos? O que dá para afirmar? Já foi contratado o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em fevereiro, para apoio técnico na estruturação do projeto do Trem Intercidades. Não dá tempo de deixar pronto o de Santos ainda, mas vamos deixar contratado o de Santos até o fim desta gestão (no final de 2026). Qual o impacto da reformulação da Artesp (Agência Reguladora de Transporte) para os serviços prestados no Estado? O mais importante de tudo isso é você ter uma boa regulação. A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) foi absorvida. Para você ter uma ideia, o orçamento dela para o ano que vem é de R\$ 450 milhões. O da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), para o Brasil todo, é de R\$ 100 milhões. E já são sentidos os efeitos da privatização da Sabesp, uma bandeira do governador? Um conhecido da área de construção civil me disse que mudou a negociação com a Sabesp. Há agilidade na forma como tem atendido os empreendedores, pois não se precisa mais seguir a lei de licitação. Mas isso ainda não é percebido pelo cidadão. A gente vai ter 100% do esgoto tratado até 2029 e a universaliza-ção do atendimento. Então, essa realidade muda, mas o valor (da privatização) percebido ainda é muito menor, na minha opinião, do que será nos próximos anos. Mas a falta d’água na temporada ainda é um desafio... Vocês tem uma característica específica do fornecimento de água, principalmente em momentos de pico. Então, tudo isso está sendo mais bem coordenado com os prefeitos, mas ainda não é um resultado percebido. Qual a importância das ações do Estado na atração de investimentos à Baixada Santista? O volume recorde de investimentos em obras de infraestrutura aponta, para a iniciativa privada, um olhar de que existe uma vontade política de desenvolvimento para a região. Isso faz toda a diferença para o empreendedor. O olhar especial também está na segurança pública. Está previsto reforço para a região nessa área? Já foram 600 novos policiais designados para a Baixada, 300 civis e 300 militares. Há muito tempo não havia uma reposição tão grande. A Muralha Paulista (integração de sistemas municipais de vigilância ao estadual) também avança.