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Segunda-feira

18 de Novembro de 2019

Nova manifestação contra cortes na educação reúne estudantes em Santos

Manifestação leva professores, alunos e categorias sindicais em passeata pela Avenida Ana Costa, no Gonzaga

Estudantes, professores e sindicatos organizaram nova manifestação contra cortes de verbas da Educação nesta quinta-feira (30). Universitários e outras categorias se concentraram na Estação da Cidadania, no bairro Campo Grande, em Santos, rumo à Praça da Independência, no Gonzaga. O protesto foi o segundo realizado contra o bloqueio de 30% das despesas de custeio das universidades públicas e institutos federais do país anunciados pelo governo federal.

De acordo com lideranças, a manifestação desta quinta-feira (30) foi um movimento unificado entre estudantes e sindicatos de trabalhadores a fim de pautar a reforma da Previdência, além de outros assuntos.

Manifestantes estão reunidos no cruzamento das Avenidas Ana Costa e Francisco Glicério, no Gonzaga. Assim como aconteceu na primeira oportunidade, muitos carregaram faixas e cartazes, além da utilização de um carro de som.

Participam estudantes e Participam estudantes e professores do Instituto Federal de São Paulo de Cubatão (IFSP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de Santos, além de diversos sindicatos da Baixada Santista.

Equipes da Guarda Municipal e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, além da Polícia Militar, acompanham o ato. Organizadores e as autoridades não estimam a quantidade de pessoas na manifestação.

Segundo ato a favor da educação

No dia 15 de maio, estudantes foram às ruas de mais de 200 cidades em todos os estados e no Distrito Federal para protestar contra o contingenciamento feito pelo Governo Jair Bolsonaro (PSL) no orçamento da Educação. Na oportunidade, o presidente, que estava em viagem aos Estados Unidos, chamou os manifestantes de “idiotas úteis”.

Entre as universidades participantes da manifestação estavam alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e integrantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Universidades particulares também aderiram ao protesto.

Corte de verbas

Chamado de contingenciamento, o bloqueio da verba, anunciado no final de abril pelo Ministério da Educação (MEC), afetará 63 universidades e 38 institutos federais de ensino. De acordo com o Governo Federal, o corte foi aplicado sobre gastos não obrigatórios como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas.

O governo também afirma que despesas obrigatórias, como assistência estudantil e pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas. O corte orçamentário totaliza um R$ 1,7 bilhão, representando 24,84% dos gastos não obrigatórios e 3,43% de despesas de pessoal.

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