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Quinta-feira

6 de Agosto de 2020

No pós-pandemia, Estado sugere preços baixos para atrair turistas para Baixada Santista

Secretário estadual de Turismo, Vinicius Lummertz promete campanha para divulgar atrativos, mas acha que região precisa melhorar estética

No período pós-pandemia, as viagens internacionais ficarão em segundo plano e será preciso dar incentivos para que turismo interno, pelas cidades do Brasil, se fortaleça. A retomada consistente é possível desde que toda a cadeia turística diminua suas margens de lucro, acredita o secretário estadual de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz. Ele promete uma campanha de marketing para divulgar as atrações das regiões do Estado, incluindo a Baixada Santista.  

“Nossa prioridade, na largada, será não só a campanha. Para que a comercialização (de pacotes) seja feita a partir da campanha, é preciso que a pessoa que ouça a falar da Baixada Santista consiga comprar com bom preço. É começar a nivelar essa intermediação”, disse o secretário, em resposta para A Tribuna, durante uma videoconferência organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), na terça-feira (16). 

Para Lummertz, da agência que vende, passando pelo transporte, até os hotéis, todos precisam ter consciência que não é hora de ganhar mais. “Temos que ter preço, ser mais barato. Os empresários tem de conversar e todos diminuir a margem. Não dá para ganhar o que ganhava antes”.  

Miami santista 

O secretário disse que a Baixada Santista tem “potencial e muito charme”, e que já conversou com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), sobre a importância de melhorar a estética regional. Ele fez uma comparação entre Miami, nos Estados Unidos, e Santos. 

“Miami, entre as décadas de 20 e 50, era uma supercidade, e caiu na década de 80, ficando muito semelhante ao que Santos é hoje. Santos já esteve por cima na época do café e caiu. Já Miami fez a retomada baseada na estética, em charme, eventos de arte. Tem uma arquitetura pujante. Santos também, porém, tem insegurança, desemprego, uma série de questões a serem equacionadas. Estamos disponíveis para ajudar” 

Lummertz é contra a verba do Departamento de Apoio do Desenvolvimento das Estâncias (Dade), repassada pelo Estado, ser usada apenas para obras. E ressalta que a Baixada Santista precisa de um projeto estruturado para o Turismo. 

“Problema é quando você não tem projeto. Não digo que a Baixada não tem, mas não aparece tão claramente. Há casos - e falei com o prefeito Paulo Alexandre sobre isso – que requerem uma visão urbanística e arquitetônica de fora. A Flórida é um bom case. Não temos que ter essa timidez”.  

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