Na primavera, frutas ficam mais em conta, mas hortaliças encarecem, pelo clima mais quente (Alexsander Ferraz/ AT) Com o fim do inverno e a chegada da primavera, iniciada na última segunda-feira (22), houve uma dança das cadeiras nos preços de frutas, verduras e legumes, segundo consumidores e, especialmente, os feirantes. Na feira livre da Rua Cunha Moreira, na Encruzilhada, em Santos, nesta quarta-feira (24), por exemplo, enquanto algumas frutas estavam com preços mais em conta, as hortaliças já apresentavam reajuste. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre os feirantes, a avaliação é de que o clima influencia diretamente os preços. Anderson Fidelis, 39 anos, destacou a queda nos valores de algumas frutas. “O morango está com duas caixas por R\$ 10,00; a laranja baixou para R\$ 8,00, a dúzia, e o maracujá caiu de R\$ 20,00 para R\$ 15,00, o quilo. A manga também ficou mais em conta, a R\$ 10,00 o quilo. Isso acontece porque estamos no fim da safra do morango e já esperando a entrada da ameixa e do pêssego, que são as frutas da próxima estação”. Pedro Luiz Bueno, 62 anos, explicou que o clima ajuda na qualidade das verduras, mas confirma que os preços variam ao longo do dia. “A couve ou yakisoba sai a R\$ 6,00, cada pacote, no começo da feira, mas perto das 11 horas, faço dois por R\$ 10,00. Dependendo do movimento, até três pacotes saem por R\$ 12,00”. Já a alface tem um trato especial. “A primavera favorece a alface, que fica mais bonita, mas é preciso ficar atento, porque com temporais ou calor forte o preço dispara”, conta Pedro. Ainda de acordo com os feirantes que trabalhavam na Rua Cunha Moreira, o calor atrapalha o plantio de hortaliças. Por isso, a alface crespa tradicional, que hoje custa R\$ 4,00 a unidade, pode chegar a R\$ 6,00 dentro de um mês. Para quem não abre mão da qualidade do produto, a dica é ir cedo à feira, quando as mercadorias estão mais frescas. Quem compra O aposentado Márcio Almeida, 65 anos, é cliente assíduo da feira, mas ontem preferiu comprar legumes no supermercado. “Está valendo mais a pena. Aqui comprei frutas, como mexerica, morango, uva sem semente e banana branca, além de ovos”. Ele não desiste de ir à feira toda semana. “Gosto de escolher alface, tomate italiano, berinjela e abobrinha para preparar em casa. Também levo peixe de vez em quando”. Para Vera Lúcia, 70 anos, os preços assustam. Moradora da Encruzilhada há mais de 40 anos, ela disse que quase desistiu de ir às feiras. “Está tudo caro. Vindo mais perto do fim, quando os preços caem, a qualidade não é boa. Prefiro feira ao mercado, mas não está fácil. O morango, por exemplo, além de caro, é difícil ter uma caixa boa. Hoje só levei brócolis e couve-flor”. A aposentada Laura Ribeiro, 84 anos, foi pela primeira vez à feira da Encruzilhada após se mudar. Antes, comprava na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, onde, segundo ela, os preços eram mais baixos. “Aqui paguei mais caro na maçã, na laranja e na manga. Em média, R\$ 4,00 de diferença em cada fruta. A qualidade é boa, mas pesa no bolso”, atesta.