EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

13 de Julho de 2020

Mortes e internações por coronavírus desaceleram na Baixada Santista

Reduções chegam a 22% nos óbitos e 13% nas novas hospitalizações, segundo o Governo do Estado

O Governo do Estado aponta uma desaceleração siginificativa nos números de óbitos e internações provocadas pelo novo coronavírus nas nove cidades da região. As quedas chegam a 22% nas mortes e 13% nas novas hospitalizações, segundo dados coletados e divulgados pela Fundação Seade.

De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (30) no Palácio dos Bandeirantes, duas regiões paulistas têm se destacado na comparação dos dados coletados entre 23 e 29 de junho com os números registrados nos dias 16 a 22 do mesmo mês: a Baixada Santista e a Capital.

"Com os dados coletados até ontem (segunda-feira), na comparação dos últimos sete dias corridos em relação aos sete dias anteriores, a Capital teve redução de 10% nas internações e 17% no número de óbitos. Na Baixada, tivemos uma melhora ainda mais expressiva, com quedas de 13% em novas internações e 22% nos óbitos, e também uma importante redução na ocupação de leitos, que nos últimos sete dias está com uma média de 53%”.

Entre 16 e 22 de junho, segundo a Seade, a região teve 586 internações por covid-19. Já entre os dias 23 e 29, foram 509 novas hospitalizações. Quanto às mortes, de 16 a 22 de junho, as nove cidades tiveram, somadas, 150 registros. Nos sete dias seguintes, 106. 

Segundo Patricia, a manutenção desse cenário nos próximos dias é importante e permite, “se sustentado, que nos próximos dias e semanas possam ser dados os próximos passos na retomada das atividades”.

Em todo o Estado, de acordo com ela, os números desses dois campos estão praticamente estáveis, com reduções de 2% no número de novas internações e 5% nos óbitos.

“Gostaria novamente de parabenizar as lideranças da região, como o prefeito Paulo (Alexandre Barbosa), de Santos, que tem sido importante nesse trabalho de contenção da pandemia”.

A secretária explica que, apesar das atualizações dos números serem cada vez mais rápidas nas plataformas mantidas pelo Governo do Estado, “é sempre possível que os municípios tenham dados do dia que apresentem uma melhora”.

Isso ajuda a entender por que os indicadores da Fundação Seade nem sempre batem com as estatísticas divulgados diariamente pelas prefeituras da região, nos balanços diários.

Quem também falou sobre a desaceleração nos óbitos e internações ontem, porém de modo mais genérico, foi o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo.

Ele, que até pouco tempo atrás fazia parte do Ministério da Saúde, frisou que, na comparação da última semana com a anterior, o Estado apresentou uma redução de 144 mortes, mas frisou que “essa redução é diferente de região para região. Na Capital, por exemplo, tem sido maior. No Interior, não”.

Nesta quarta-feira (1º), segundo ele, o governador João Doria (PSDB) apresentará um levantamento detalhado sobre a questão das mortes por covid-19 no Estado, que “deixará isso mais claro”.

Tudo sobre: