EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

3 de Agosto de 2020

Mobilizados, artistas da Baixada Santista buscam saída

Um dos movimentos é a Frente Ampla pela Cultura da Baixada Santista, que reúne artistas, conselhos de Cultura e representantes da região

Em meio à pandemia e com a paralisação das atividades culturais, artistas da Baixada Santista têm se mobilizado para buscar soluções para o setor e acompanhar as políticas públicas emergenciais que estão sendo tomadas para o setor.

Um desses movimentos é a Frente Ampla pela Cultura da Baixada Santista, que reúne artistas, conselhos de Cultura e representantes da região.

"A classe artística se juntou desde que as atividades se encerraram para avaliar como as cidades responderam ao enfrentamento. Algumas estão distribuindo cestas básicas, outras fundos emergenciais. Algumas nem isso", diz o presidente do Conselho Municipal de Cultura de Santos, Junior Brassalotti, que considera que as cidades têm se organizado para receber os recursos emergenciais.

"Tem muita cidade que não tem Conselho de Cultura, Fundo de Cultura, Plano de Cultura registrado. Essa arrumação de casa é fundamental neste momento, para que as cidades da região consigam receber o aporte que virá a partir da sanção presidencial da Lei Aldir Blanc", afirma ele.

Uma vitória do grupo tem sido a participação da sociedade civil em reuniões abertas da câmara temática de Cultura do Conselho (Condesb). Na última semana, mais de 30 representantes da Cultura da região estiveram reunidos virtualmente com secretários municipais de oito cidades (apenas Guarujá não teve representante). 

No encontro, ficou definido que cada cidade fará um cadastro da classe artística e organizará a parte formal para receber as verbas. Santos, por exemplo, deve lançar já nesta semana um cadastro digital que vai servir para a futura Lei Aldir Blanc. A ideia é mapear todas as atividades artísticas da cidade, seja de pessoas jurídicas, físicas e até festivais.

Outras cidades

"(Em Cubatão) temos o que a Frente Emergencial Nacional de Apoio à Cultura chama de CPF Cultural - Conselho, Plano e Fundo Municipal de Cultura. Apesar desse sistema não ser obrigatório para o recebimento dos recursos, ele garante que o Conselho acompanhará a aplicação dos recursos, uma vez que a Lei Federal prevê que o dinheiro deve ser investido em até 60 dias do seu recebimento", destaca Edson Carlos Bril, presidente do Conselho de Política Cultural de Cubatão.

Para o Movimento Teatral de Guarujá, este deve ser o momento de construir em conjunto com o poder público planos de ação para ajudar o setor.

"Queremos políticas públicas que contemplem todos os agentes de Cultura da cidade de forma democrática e transparente. Precisamos, a curto prazo, de um edital emergencial que contemple os trabalhadores da Cultura e os espaços culturais de nossa cidade. E que, passado o período de quarentena, uma política mais democrátic ae acessível siga aplicada", diz o Movimento, por meio de nota.

Tudo sobre: