Moradora de Mongaguá foi presa; dois celulares e diversos cartões foram apreendidos (Divulgação/ Polícia Civil) Uma moradora de Mongaguá foi presa no dia 19 de março pelo crime de estelionato. A prisão aconteceu durante a Operação Scammer, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio das polícias civis do Estado de São Paulo. Mais quatro pessoas foram capturadas também e um alvo é investigado em Praia Grande. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, a operação aconteceu em Praia Grande e Mongaguá, na Baixada Santista, em Mogi das Cruzes e Poá, no interior de São Paulo. O objetivo é combater crimes de estelionato por meio do golpe da falsa central de atendimento. Prisão em Mongaguá Cumprindo um mandado de busca e apreensão e de prisão temporária, uma equipe foi para a Rua Adrião Dias, no bairro Jussara, por volta das 6 horas. Chegando ao endereço, os agentes notaram que a casa era protegida por três pitbulls, que dificultaram a entrada. De acordo com o boletim de ocorrência, enquanto os policiais entravam, a mulher arremessou dois celulares no terreno ao lado da casa. Mesmo assim, ela acabou sendo presa e, além dos aparelhos arremessados, foram apreendidos seis cartões bancários e uma máquina de cartão. O marido dela estava no local e presenciou a ação. Conforme apurado por A Tribuna, a mulher é acusada de fazer parte da quadrilha alvo da Operação Scammer, que agia pelo Rio Grande do Sul. Operação Scammer Ao todo, foram cumpridos 28 ordens judiciais, sendo 8 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão, todos no estado de São Paulo. A investigação teve início em agosto de 2024 pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa. Foram presas quatro pessoas até o momento: três mulheres e um homem. Foram apreendidos telefones celulares, cartões bancários e máquinas de cartões. Segundo a Polícia Civil, a vítima da quadrilha possui 75 anos e teve um prejuízo aproximado de R\$ 80 mil. O crime aconteceu em 14 de agosto de 2024, quando começaram as ligações para a vítima. Foram necessários cerca de sete meses de investigação pela Delegacia de São Sepé (RS). A ação foi coordenada pela Delegacia de São Sepé e contou com a colaboração de nove policiais civis do Rio Grande do Sul e 27 do Estado de São Paulo (delegacias de São Paulo, Praia Grande, Mogi das Cruzes, Poá e Mongaguá). Também houve apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Projeto I.M.P.U.L.S.E. Golpe da central A Polícia Civil destacou que o golpe acontece quando as vítimas recebem uma ligação telefônica em que os golpistas fingem ser do banco e alegam que foram realizadas transações no cartão de crédito do alvo. Preocupada, a pessoa acaba fornecendo informações de sua conta aos estelionatários, que instalam aplicativos de acesso remoto no celular da vítima e assim realizam transações bancárias.