Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, no Gonzaga, é a única da Baixada Santista a atender 24 horas (Alexsander Ferraz/AT) Mulheres vítimas de violência dispõem de um recurso para enfrentá-la: a medida cautelar, também chamada de medida protetiva de urgência. Ela pode ser solicitada nas delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). “A mulher tem mais chance de se proteger do seu agressor com essa medida, porque o autor do crime não pode se aproximar dela nem manter contato por qualquer meio de comunicação, podendo ser preso preventivamente caso a descumpra”, afirma a delegada Déborah Lázaro, da DDM de Santos. A medida pode ser solicitada caso uma mulher ou uma criança esteja sendo vítima de violência doméstica, seja física ou verbal, como um xingamento. “A violência cresce em escalada até o feminicídio. Tivemos casos emblemáticos na Cidade. Cada mulher sente de um jeito, às vezes quer dar outra chance (para o parceiro), mas é essencial que saiba que aqui ela terá apoio”, diz Déborah. Somente na DDM de Santos, tramitam cerca de 800 inquéritos. A unidade dispõe de escrivães, investigadores, delegadas e, desde 2019, mantém plantão 24 horas. Nessa e nas demais delegacias do tipo na região, é possível registrar boletim de ocorrência, receber suporte especializado e orientações — para exames no Instituto Médico Legal (IML) e para atendimento psicológico. Baixada e vale Na região do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Seis (Deinter-6), da Polícia Civil, que abrange Baixada Santista e parte do Vale do Ribeira, há dez DDMs. Além da de Santos, única com atendimento 24 horas, as delegacias ficam em Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, São Vicente, Jacupiranga e Registro. Também há 12 salas de DDM, com atendimento 24 horas, em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Praia Grande, São Vicente, Iguape e Registro. São espaços exclusivos para mulheres dentro de delegacias, e a vítima é atendida por videoconferência. No Estado, estão disponíveis 142 DDMs e 162 salas DDMs.