Devido ao aquecimento global, eventos extremos, como a ressaca e o mar agitado com ondas grandes, passam a ocorrer com maior frequência e intensidade (Vanessa Rodrigues / AT) A frente fria que avança pelo litoral de São Paulo disparou o alerta de ressaca e mar agitado, nesta terça-feira (23), com ondas que podem atingir até três metros de altura. Há quase dois meses, o mesmo tipo de fenômeno causou danos na orla de Santos, derrubando muretas, afundando calçadas e tombando lixeiras. Mas por que, depois de tanto tempo, a ressaca voltou a ser tão destrutiva e intensa? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Devido ao aquecimento global, eventos extremos passam a ocorrer com maior frequência e intensidade, explica o professor Vinícius Ribau Mendes, do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Isso é bem perceptível ao longo da última década. Alguns estudos já mostram como as ressacas estão mais comuns e mais intensas”, complementa. Ondas da ressaca alagaram e destruíram vários pontos da orla de Santos Em julho deste ano, uma forte ressaca atingiu diversos pontos da orla de Santos, provocando estragos significativos na cidade. A maré derrubou muretas, afundou calçadas, tombou lixeiras e danificou brinquedos de praças e bancos públicos. As áreas mais afetadas ficam entre os canais 6 (Ponta da Praia) e 4 (Boqueirão). O nível da maré chegou a 1,34 metro na Praticagem e no estuário, enquanto na Ilha Barnabé alcançou 1,65 metro. As máximas registradas foram de 1,84 metro para a maré e 2,1 metros para a preamar. Novo alerta de ressaca Além da queda de temperatura e das chuvas previstas para o litoral de São Paulo neste início de semana, a frente fria que avança pelo estado mantém a Baixada Santista em alerta para ressacas nesta terça (23). As ondas podem atingir até três metros de altura, e durante a maré alta, há risco de alagamentos. A previsão é do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH), que indica que o nível do mar poderá chegar a 1,80 m em toda a orla da Baixada Santista e a 1,90 m no interior do Estuário, abrangendo Santos, São Vicente e Cubatão. Segundo os Planos de Contingência para Ressacas e Inundações Costeiras de São Paulo e de Santos, o estado de atenção é recomendado devido à previsão de maré elevada e à altura significativa das ondas, estimada entre dois e três metros.