Rodrigo Casa Branca: “Temos que ampliar o número de guardas para, no mínimo, 110, 120" (Divulgação) Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca, é o candidato do União Brasil para a eleição suplementar à Prefeitura de Mongaguá. Com 44 anos, o empresário já foi vereador, presidente da Câmara e assumiu interinamente a Prefeitura em 2018. Confira parte de seus planos para a Cidade, caso eleito. Por que o sr. quer ser prefeito de Mongaguá? Temos filhos aqui, somos empresários na Cidade e a gente quer ver o bem dela porque, crescendo, tudo se fortalece. Nós temos diversos problemas que são coisas muito antigas, e Mongaguá foi ficando para trás. Então, a gente apresenta um plano de governo para uma cidade parada no tempo. Quais seus planos com relação à saúde? Em 2018, deixamos a maternidade pronta. Quando saímos, o prefeito não a reabriu. Então, os filhos da nossa Cidade não nascem aqui. A saúde da mulher também precisa de uma reestruturação. Nós temos o plano para o “Mongaguá na Palma da Mão”, onde é possível agendar consultas pelo aplicativo. E nós temos também a entrega de remédios para idosos e pessoas que têm alguma enfermidade mais grave, além da contratação de novos médicos e da reforma em todos os postinhos. E quanto à zeladoria? Ela tem que ser retomada urgentemente. Nem a Prefeitura, mais, dá conta. Acho que deve ser uma coisa terceirizada. Há problemas desde poda de árvore e pontos de alagamento por falta de manutenção dos rios e até dos córregos. Por isso, pensamos em terceirizar uma limpeza eficaz, mas bairro a bairro. E com relação à educação: quais são os seus planos para essa área? Nós temos no nosso plano de governo a Subsecretaria da Causa do Autista. Vamos criar um centro especializado, com avaliação e diagnóstico, para a gente ver realmente o número de autistas que tem aqui na nossa Cidade. Porque nós temos 583 alunos com tal condição na rede de ensino, e precisaríamos de um professor de apoio. Às vezes, nós temos três autistas em uma sala com mais 47 alunos e não temos o professor de apoio. A climatização das salas de aula também é um grande desafio. Também queremos a ampliação de vagas nas creches. Em relação à habitação, o que imagina? Mongaguá, hoje, tem um déficit habitacional gigantesco. Temos que ampliar parcerias, tanto com o Governo Estadual quanto com o Federal, para fazer alguma coisa juntamente ao programa Minha Casa, Minha Vida. Estamos falando de quase 1,2 mil, 1,5 mil casas. Com relação à geração de empregos, quais são seus planos? Estamos criando um projeto no qual, para empresas que viessem se instalar na Cidade, daríamos para elas uma carência fiscal, uma isenção fiscal durante um prazo, proporcional ao número de pessoas da Cidade que fossem contratadas, para valorizar o pessoal daqui. Sobre o funcionalismo público, quais os planos? Quando eu fiquei à frente da Prefeitura, dei o maior aumento que o Município já teve, de quase 10%. A gente quer manter o funcionalismo sempre com um ganho correto. Hoje, nós temos um vale-alimentação baixo. Vamos fazer um estudo para aumentar esse benefício. Como vê a questão do turismo em Mongaguá? O mais importante é um calendário anual de eventos atrativos, que gerem atividades ao longo do ano, a fim de potencializar o turismo local, contando com alunos da Etec de Mongaguá que se formam em Turismo. Quais os planos a respeito de meio ambiente e saneamento? Temos uma demanda muito forte de desmatamento na zona rural. É muito aterro, e essa é uma preocupação. Sobre meio ambiente, a coleta seletiva seria muito interessante, com programas efetivos de coleta seletiva e de reciclagem, com vários ecopontos, espaços adequados para os descartes, além do fomento para a criação de cooperativas. E com relação à segurança pública? O que o sr. tem em mente? Tenho muita amizade com todos os GCMs (guardas civis municipais) aqui da Cidade. Nós temos 63 homens trabalhando e apenas um veículo em funcionamento. A melhora do armamento deles também é prioridade. Nós temos que ampliar o número de guardas, de 63 para, no mínimo, 110, 120. Depois, fazer alguma melhoria dentro das viaturas, além de dar uma base decente para eles. No Município, queremos fazer a muralha digital, com câmeras do tipo Detecta, uma na divisa de Praia Grande e outra na de Itanhaém. Hoje, nós temos 48 câmeras espalhadas pela Cidade, e o ideal seriam cerca de 300.