Confusão foi registrada no Mercadão Atacadista de Mongaguá (Arquivo pessoal) A defesa do idoso, de 60 anos, que teve os filhos e o genro agredidos por um homem dentro do Mercadão Atacadista de Mongaguá, no litoral de São Paulo, solicitou mais de R\$ 180 mil em indenizações por danos morais. As agressões ocorreram às vésperas do feriado prolongado de Sexta-Feira Santa e Tiradentes, em 17 de abril, e a defesa alega que os funcionários do estabelecimento comercial facilitaram a fuga do agressor. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu na unidade localizada na Avenida Monteiro Lobato, no bairro Vila Atlântica, em 17 de abril. A vítima relatou que a sua filha, de 16 anos, sofreu lesões na perna e seu filho, de 13, levou um soco no olho. A discussão teve início após o agressor questionar o uso da fila preferencial pelo idoso, que possui uma deficiência na perna. Os exames de corpo de delito, realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), apontaram que as vítimas sofreram ferimentos de lesão corporal leve. Por conta disso, o advogado Paulo Graeser, que representa o aposentado, entrou com uma ação solicitando o pagamento de 30 salários-mínimos — o que equivale a R\$ 45,5 mil — para cada requerente (os dois filhos, o genro e o próprio idoso), totalizando R\$ 182.160,00. “No momento da ocorrência, apesar de estar o estabelecimento inteiro voltado para a cena de horror que se conduzia no local, nenhum segurança apareceu para intervir na situação”, destaca a defesa. -Veja o vídeo (1.458739) O advogado ainda alegou que os funcionários do atacadista deixaram que o agressor fugisse. A defesa ainda alegou que a localização dele foi feita graças à intervenção de clientes, que anotaram a placa do veículo. “O estabelecimento réu sequer ofereceu um copo de água aos integrantes da família que estavam abalados com a situação. Fora a vergonha, pois, por se tratar de feriado, o mercado estava lotado”, conta. Com relação ao agressor, a defesa informou que também irá auxiliar a vítima a ajuizar uma ação na esfera criminal, visando que a vítima também seja indenizada a partir de uma eventual condenação. Posicionamento Em nota, o Mercadão Atacadista disse que, desde que "tomamos conhecimento do relato mencionado, realizamos uma apuração interna com base nas imagens de segurança e nas informações coletadas por nossa equipe no local". "Trata-se de um episódio isolado ocorrido entre clientes, sem qualquer envolvimento direto de colaboradores do Mercadão Atacadista. Nossa equipe de segurança agiu prontamente, conforme os protocolos estabelecidos, para conter os ânimos e garantir a integridade de todos os presentes. Não houve necessidade de acionar autoridades naquele momento, dado o pronto restabelecimento da ordem no ambiente", diz trecho da nota. O atacadista destacou que preza pela segurança, respeito e bom atendimento. "Lamentamos qualquer transtorno que possa ter ocorrido. Nosso compromisso é com a transparência, responsabilidade e, acima de tudo, com o respeito aos nossos clientes e colaboradores. Caso necessário, informamos que possuímos imagens do ocorrido e estamos preparados para apresentá-las em juízo, se assim for exigido", concluiu. Relembre o caso O idoso, que preferiu não ser identificado, por questão de segurança, contou que estava na fila preferencial do caixa e foi abordado por um grupo, que questionou a sua permanência ali. Ele, então, rebateu o questionamento dizendo possuir a carteira de identificação, mas passou a ser ofendido. Após isso, a filha de 16 anos do aposentado questionou a motivação das injúrias. Nesse momento, um homem a empurrou no chão e a chutou. Em seguida, ele partiu para cima do idoso, mas foi impedido pelo seu filho, de 13, que foi atingido com um soco no olho. As agressões ocorreram, de acordo com o aposentado, no momento em que ele já estava deixando a fila preferencial para evitar confusão. "Eu estava indo para outra fila. Para mim, não interessa se a fila era preferencial ou não. Eu não ligo para isso", contou. O agressor e um homem que estava com ele foram contidos pelos repositores do Mercado e encaminhados para uma sala nos fundos. Ainda de acordo com o idoso, uma responsável pela unidade do atacadista solicitou que as portas fossem baixadas para impedir a fuga dos dois. "Ele (funcionário) prometeu para nós. Pediu que a gente ficasse calmo e esperasse a polícia chegar, que eles (envolvidos na agressão) já estavam lá nos fundos, que não iam escapar. Aí, quando a polícia chegou, já veio um outro (funcionário) e disse que, infelizmente, eles fugiram", acrescentou a vítima. O aposentado ainda relatou que procurou ajuda de um representante e dos seguranças do mercado, mas não teve sucesso. "O mercado sequer se manifestou para nada. Eu acho um absurdo", disse. Conforme registrado em boletim de ocorrência, uma das mulheres que estava no grupo do agressor revelou que o homem estava emocionalmente abalado pela perda do irmão, que havia falecido. O que diz a SSP? Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga o caso como injúria e lesão corporal. “Os funcionários do estabelecimento conduziram o agressor até os fundos da loja até a chegada da Polícia Militar, mas os suspeitos conseguiram fugir”, diz trecho da nota. As vítimas, segundo a pasta, foram encaminhadas ao pronto-socorro da cidade e receberam atendimento médico. O caso foi registrado na delegacia do município.