Influenciadora Kimberly Simões Gomes com a filha, que nasceu no Hospital Regional de Itanhaém: estresse e subida da pressão (Arquivo Pessoal) Um “presente de Dia das Mães” nada agradável foi entregue para algumas mulheres que acabaram de ser mães, na noite deste sábado (10), por volta das 23h30, no Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém, litoral de São Paulo. Pouco tempo após o parto, elas receberam alta hospitalar, em um horário e sob condições desfavoráveis, como chuva e frio, impedindo que deixassem a unidade de saúde naquele horário. Segundo elas, houve, no mínimo, desrespeito com as puérperas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Minha filha deu entrada no dia 8 (quinta-feira) para uma cesária de gêmeos. Eles nasceram e foram para o quarto. Porém, na sexta (9), um dos gêmeos precisou ir para UTI. Até que, no sábado (10), após as 18h, uma enfermeira entrou no quarto avisando que minha filha teria alta. Questionei como ficaria, porque havia um bebê no quarto sem alta e outro na UTI. Fomos informadas de que continuaríamos no leito até o dia seguinte, mas por volta das 23h30 fomos acordadas pedindo para que saíssemos do leito, e que, como a mãe estava de alta, o bebê teria que ir para ala pediátrica”, informa Márcia Zanco, mãe da microempreendedora Paula Zanco Tritto. Segundo ela, a orientação era de que as mães tinham que sair rápido e, quando questionou a equipe do hospital sobre o horário, a resposta foi de que “era assim mesmo”. “Quando sai às pressas, me deparei com um corredor com mais duas mães na mesma situação, sem saber o porquê de descer rápido, sem saber para qual andar. Então, fomos informados que os acompanhantes não poderiam ficar junto. Avisamos que, como somos de outra cidade e pela chuva que estava, não teria como ir embora. Foi ofertado apenas a cadeira da recepção - quem não pudesse ir embora, dormiria ali”, acrescenta. Márcia reforça que o problema foi a forma como tudo foi feito, com zero demonstração de empatia. “Tiveram que fazer tudo às pressas, preparar os leitos, acomodar as crianças, e informar nós, acompanhantes, que não poderíamos ficar junto. Além disso, não havia nenhuma assistente social de plantão para resolver o caso”, pontua Márcia, que chegou a registrar boletim de ocorrência eletrônico contra o hospital. Unidade de saúde em Itanhaém também atende pacientes de outras cidades do Litoral Sul (Acervo Pessoal) Sangramento A influenciadora digital Kimberly Simões Gomes, de 30 anos, também passou pelos apuros decorrentes da decisão do Hospital Regional de Itanhaém. Segundo ela, a alta veio próximo da meia-noite, com a justificativa de que iria para uma outra acomodação, junto com a filha. “Estava com dois dias de operada e com dificuldades ainda de locomoção, sentindo dores e gases. Fiquei no setor de pediatria e colocaram minha filha na incubadora. Mas meus pontos começaram a sangrar, porque só tem uma cadeira na sala para cada mãe. Quando amanheceu, estava com pressão alta devido ao nervosismo pela situação”, conta Kimberly. De acordo com ela, seu marido é outro caso de quem acabou obrigado a passar a noite em um sofá na recepção. A influenciadora faz outra queixa contra a unidade hospitalar: a falta de informações mais claras. “Além da minha filha estar tomando medicação sem me dizerem exatamente o que ela tem, me transferiram para esse setor em que ela precisa ficar na incubadora e nem sequer me avisaram como seria", afirma a mãe. Outra reclamação de Kimberly envolve a prescrição de um medicamento mesmo com a filha não apresentando sintomas para aquilo. "Falaram que estavam entrando com antibiótico por conta de uma alteração nos leucócitos. Fizeram exames e disseram que demora de três a cinco dias para sair o resultado, mas que iam antecipar o tratamento. Porém, minha filha não apresentava nada de sintomas, está mamando bem, e agora estamos nessa situação porque eles não conseguem atender a demanda”, reclama. Outro lado Em nota, o Hospital Regional de Itanhaém informa que, “na noite de sábado (10), a paciente P.Z.T. foi transferida para um novo leito para melhor acolher suas necessidades e a de um dos seus filhos". Segundo a unidade de saúde, "o segundo bebê está internado em leito de UTI, recebendo cuidados médicos". O hospital acrescenta que "a paciente foi orientada e acolhida sobre a transferência de quartos. Todos seguem sendo acompanhados por equipe médica da unidade hospitalar”. Quanto a Kimberly, o Hospital Regional de Itanhaém informa que "a paciente K.S.G. recebeu alta médica após avaliação do pós-operatório, que transcorreu sem intercorrências. A equipe assistencial prestou todas as orientações à paciente e ao acompanhante sobre a medicação administrada no recém-nascido e o tratamento necessário. No entanto, a família deixou a unidade de saúde sem autorização, o que resultou no registro de boletim de ocorrência e comunicação ao Conselho Tutelar".