Felipe diz que depende de ajuda de uma ONG para conseguir se alimentar (Reprodução/Instagram) Felipe Máximo, de 21 anos, de Peruíbe, no litoral de São Paulo, vive um período de grande instabilidade e teme chegar ao ponto de morar na rua. Conhecido no passado como Ken Humano, ele afirma que tenta seguir em frente, mas que a ligação constante com o personagem segue prejudicando sua vida profissional e emocional. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas redes sociais, Felipe contou que “não é coitadinho” e que encara qualquer trabalho com responsabilidade. Porém, mesmo quando se dedica ao máximo, a lembrança do personagem volta e afeta suas chances de avançar na carreira. A situação, segundo ele, se tornou tão delicada que algumas vezes chegou a perder oportunidades de emprego sem sequer ter a chance de se explicar. É nesse cenário de perdas e tentativas frustradas que o jovem da Baixada Santista relatou suas dificuldades ao g1 Santos e Região, explicando que enfrenta problemas financeiros, falta de estabilidade e medo real de perder o teto onde vive. Mercado de trabalho fechado Felipe já trabalhou como auxiliar de pedreiro, frentista e atualmente atua como porteiro, sem carteira assinada, em uma obra. Mas diz que o ambiente se torna hostil quando descobrem que ele foi o “Ken Humano”. Segundo o jovem, esse preconceito o impede de crescer e de garantir o sustento básico. Ele afirma que, apesar de tentar manter o foco, vive uma fase de preocupação extrema. Felipe relata que não consegue pagar contas, não tem alimento em casa e chegou a depender de ajuda de uma ONG para conseguir se alimentar. “Estou à beira de me tornar um morador de rua”, desabafou. Acidente piorou tudo A situação se agravou após um acidente doméstico. Felipe caiu no banheiro durante a madrugada e quase bateu a cabeça no vaso sanitário. A queda o obrigou a levar pontos na boca e agora ele teme precisar de cirurgia. “Sofri um acidente doméstico, o que afetou ainda mais minha retomada profissional”, disse. A família sabe do ocorrido, mas não conseguiu ajudá-lo. O jovem afirma que tem tomado remédios, buscado atendimento e tentado manter a rotina de trabalho mesmo com dores e limitações. Felipe já trabalhou como auxiliar de pedreiro, frentista e atualmente é porteiro em uma obra (Reprodução) Expectativa de recomeço Felipe diz que tenta seguir adiante com coragem e honestidade, mas está no limite. Ele reforça que só deseja garantir o básico: alimentação, moradia e segurança. Seu maior sonho no momento é conseguir um emprego com carteira assinada, algo que traria estabilidade para enfrentar os próximos passos. O jovem revela ainda que gostaria de estudar aviação e se tornar comissário de bordo, mas reconhece que, com a crise atual, esse objetivo precisa esperar. “Minha situação agora está tão difícil (...) não consigo mais manter as contas em dia”, contou. Quem é o ex-Ken Humano Felipe Máximo Dias de Oliveira ficou conhecido nas redes sociais ao mostrar sua transformação para parecer com o boneco Ken, da Barbie. Em 2020, aos 16 anos, revelou planos de realizar 42 procedimentos cirúrgicos. Em 2021, anunciou que havia desistido das modificações estéticas, embora ainda se caracterizasse com maquiagem em algumas ocasiões.