Eleitores foram comparece em maior peso no final da manhã e durante a tarde nos colégios eleitorais (Daniel Rodrigues/AT) Em meio ao frio e ao tempo fechado, ocorreram as eleições suplementares para a Prefeitura de Mongaguá neste domingo. As votações se iniciaram às 8h, sob chuva, e com pouca presença de eleitores nas primeiras horas da manhã. Ao longo do dia e da tarde, eleitores idosos, adultos e alguns adolescentes foram comparecendo em maior número e formando filas nos corredores dos colégios eleitorais. A votação se encerrou às 17h, quando as urnas foram fechadas. Conforme apurado com a chefe do cartório da 189ª Zona Eleitoral de Itanhaém (responsável também pelas atividades em Mongaguá), Maria José Ferreira de Oliveira, até às 14h30 não havia ocorrências de boca de urna. A eleição não teve grandes problemas: apenas as urnas das seções 101 e 104 precisaram ser trocadas pela manhã. Quase 50 mil pessoas estavam aptas a votar no município. Dois candidatos disputavam o Executivo: Cristina Wiazowski, de 57 anos, pelo Progressistas (PP), e Rodrigo Cardoso Biagioni, de 44 anos, pelo União Brasil. Rodrigo Cardoso Biagioni, conhecido como Rodrigo Casa Branca, de 42 anos, votou por volta das 10h20 na EMEF Sirana Koukdjian. Acompanhado do candidato a vice e de apoiadores, ele cumprimentou mesários e moradores. Depois, foi até a cabine de votação exercer seu voto. A candidata à Prefeitura de Mongaguá pelo Progressistas, Teresa Cristina Aguiar Tofanello Wiazowski, de 57 anos, conhecida como Cristina Wiazowski, votou logo depois, por volta das 11h, na EE Professora Aracy da Silva Freitas. Ela chegou à unidade acompanhada do marido e ex-prefeito da cidade, Paulo Wiazowski Filho, do seu vice e de apoiadores. Clima A Tribuna percorreu colégios eleitorais e pontos de Mongaguá durante a manhã e à tarde. O clima na cidade era de tranquilidade, apesar da instabilidade política. Na EMEF Hortência Quintino de Faria Botelho, maior colégio eleitoral da cidade, com 11 seções e 4.143 eleitores aptos a votar, poucas pessoas compareceram durante a manhã. Com chuva moderada e tempo fechado, adultos e idosos foram os que mais compareceram a essa seção. Entre eles, estava um casal que vota junto há seis anos na mesma seção: o aposentado Valdemir Miranda, de 73 anos, e sua esposa Maria Fernanda, de 58 anos. Apesar de não ser obrigado a votar, Valdemir, mesmo com chuva e frio, sempre comparece às urnas. "Eu voto sempre, enquanto eu tiver vida, eu estou votando. Não estou nem aí. A importância é muita, um voto a mais pode eleger a pessoa que a gente quer", diz o idoso. A esposa ressaltou que, como vai junto com o marido, um incentiva o outro e, por isso, eles não deixam de votar. Um dos jovens que compareceu mesmo não sendo obrigado a votar é Pedro Gabriel Domingos dos Santos, de 17 anos. Já é sua segunda vez votando. "Para eu estar aqui votando, é porque isso é alguma coisa que vai influenciar no futuro, vai influenciar também na educação da minha irmã, que é mais nova do que eu, vai influenciar na política, na economia, e é algo que todos, mesmo que não tenham eleição obrigatória, têm que fazer, porque é importante", analisa o adolescente, ao explicar os motivos de estar indo às urnas. O autônomo Jaceguai Sander de Freitas, de 62 anos, que vota na EE Professora Aracy da Silva Freitas e mora há 31 anos na cidade, disse que as eleições deste domingo foram menos movimentadas que as ocorridas em 2024. A autônoma Delma Neri dos Santos, de 53 anos, votou na EE Agenor de Campos, mas protestou contra a situação que a cidade tem vivido nos últimos anos. “(Precisa) melhorar principalmente na saúde, porque a saúde está muito precária, não tem uma maternidade”.