Pizzas foram adquiridas no Mercadão Atacadista em Mongaguá (Arquivo pessoal) Uma moradora de Mongaguá, no litoral de São Paulo, revelou ter comprado duas pizzas estragadas no Mercadão Atacadista do município. Ela suspeita que os alimentos, que apresentavam forte odor, haviam sido reetiquetados para serem comercializados mesmo fora da validade pelo comércio. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu na terça-feira (20), na unidade localizada na Avenida Monteiro Lobato, no bairro Vila Atlântica. Na etiqueta aparente, é revelado que o produto possui validade até o próximo sábado (24), e havia sido produzido na data da compra. A moradora, no entanto, destacou que havia uma outra etiqueta colada por baixo, não sendo possível visualizar os dados. Ela acredita que o produto foi comercializado com a data de validade já ultrapassada. “A gente foi pegar as pizzas para poder assar e, conforme as abriu, já veio aquele cheiro de podre mesmo. Uma estava cheirando podre, podre mesmo, e a outra cheirava azedo”. -Pizzas estragadas Mongaguá (1.462511) A moradora ainda conta que havia comprado as pizzas para um evento que faria para os netos pela noite, o que acabou sendo frustrado. “Eles choraram, porque queriam pizza. Agora, eu faço o quê?”, diz. De acordo com ela, essa não foi a primeira experiência do tipo no estabelecimento. Em uma ocasião, ela comprou quatro pedaços de muçarela, que também estavam estragados, sendo que, na hora de solicitar o reembolso, o mercado disse que poderia trocar por dois novos produtos. “Para evitar confusão, eu peguei os dois e fui embora”, conta. A moradora voltou ao Mercadão Atacadista na quarta-feira (21) e foi ressarcida pelo gerente. Ela conta que solicitou o descarte do produto e que o responsável não o realizou na sua presença. “Eu acho que deveria ter uma fiscalização mais rigorosa lá, porque as pessoas vão lá e podem comprar coisas estragadas”, afirma. Posicionamentos Em nota, o Mercadão Atacadista revelou que o caso foi tratado diretamente com a cliente. “Estamos conduzindo a apuração interna com base nas informações fornecidas, com o objetivo de resolver a situação da melhor forma possível”, observa. O estabelecimento ainda revelou que “leva muito a sério qualquer relato relacionado à qualidade dos produtos e que mantém processos rigorosos de controle, inclusive com checagens frequentes de validade, armazenamento e exposição", destaca. “Informamos que a unidade de Mongaguá está com o alvará e todas as licenças de funcionamento em dia, bem como em conformidade com as exigências da Vigilância Sanitária. Seguimos rigorosamente os protocolos de controle de validade e armazenamento dos produtos comercializados”, conclui o Mercadão, em nota. O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) informou que a venda de produtos com prazo de validade vencido é uma prática que infringe a legislação e que é verificada nas fiscalizações de rotina do órgão. “Nas situações em que um supermercado – ou estabelecimento similar – é flagrado com produtos expostos à venda ao consumidor com prazo de validade vencido, ele é autuado e fica sujeito a sanções conforme previsto pelo Código de Defesa do Consumidor”, diz. O órgão ressalta que há uma iniciativa – de caráter voluntário – da Associação Paulista de Supermercados (Apas), pela qual, se o consumidor encontrar algum produto com prazo de validade vencido em um dos supermercados participantes, receberá, gratuitamente, um produto similar dentro do prazo de validade. O Procon orienta que o consumidor busque primeiramente o estabelecimento, para que seja solicitada a troca do produto, ressarcimento ou a troca por outro item de valor equivalente. “A decisão será sempre do consumidor”, ressalta o Procon. O órgão acrescenta que o consumidor que encontrar qualquer item com prazo de validade vencido, sem a devida informação sobre o prazo de validade ou com mais de uma etiqueta, pode fazer uma denúncia no Procon municipal ou por meio da plataforma virtual Em nota, a Prefeitura de Mongaguá disse que a última fiscalização no estabelecimento aconteceu em março e, na ocasião, "não foram encontradas irregularidades no local". A Administração Municipal ressalta que a Vigilância Sanitária realiza, pelo menos, uma fiscalização por ano nos estabelecimentos do município, e que demais visitas são realizadas mediante denúncias. Caso os consumidores notem algo de errado, podem denunciar o estabelecimento por meio do telefone da Vigilância Sanitária de Mongaguá: (13) 3507-1460. Em relação a denúncia, a Prefeitura de Mongaguá disse que "não foi informada pela consumidora", mas que o local "passará por uma nova fiscalização por parte da Vigilância Sanitária", sem especificar uma data.