O arquipélago é considerado paraíso dos tubarões (Reprodução/Ministério do Meio Ambiente) O Arquipélago de Alcatrazes, localizado nas águas de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, é considerado uma das áreas mais relevantes para a preservação da vida marinha da costa brasileira. A região abriga mais de 1.300 espécies, das quais cerca de 100 estão ameaçadas de extinção. Com águas transparentes e grande diversidade de peixes, o arquipélago também se destaca como um dos principais destinos para mergulho no Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em 2016, Alcatrazes passou a integrar o sistema de Unidades de Conservação Federais, recebendo oficialmente o nome de Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, conhecido simplesmente como Refúgio de Alcatrazes. A gestão da área ficou sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Governo Federal. O nome ‘refúgio’ reflete a riqueza ambiental do local. O arquipélago concentra mais de 1.300 espécies, possui a maior população de peixes do Sudeste brasileiro e abriga o maior ninho de fragatas (Fregata magnificens) do Atlântico Sul. Além disso, funciona como área de alimentação, reprodução e repouso para mais de 10 mil aves marinhas. A região também é habitat e rota de passagem para diversas espécies de baleias, golfinhos, tartarugas marinhas e tubarões. Mergulho As águas transparentes do arquipélago fazem do local um cenário perfeito para a prática do mergulho, com visibilidade que pode chegar a até 30 metros de profundidade. O Refúgio de Alcatrazes conta com 10 pontos específicos para a atividade, que variam em profundidade, características naturais e níveis de dificuldade. As atividades no refúgio são autorizadas ao longo de todo o ano, desde que sejam realizadas por operadoras de turismo credenciadas pelo ICMBio ou por condutores independentes devidamente habilitados.