Hotéis da Baixada Santista miram próxima temporada de verão para diminuir prejuízos

Presidente do presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da Baixada Santista, Heitor Gonzalez, calcula que o setor deve levar dois anos para deixar para trás as sequelas deixadas pela Covid-19

A temporada de verão também é apontada como o diferencial na curva que separa prejuízo de equilíbrio nas contas para o ramo de restaurantes e hotéis da Baixada Santista, devido à pandemia.

O presidente do presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da Baixada Santista (SinHoRes), Heitor Gonzalez, calcula que o setor deve levar dois anos para deixar para trás as sequelas deixadas pela covid-19.

“Para dizer: paguei tudo, vamos recomeçar e ter uma vida normal, sendo otimista, estimo ao menos dois anos. Porque você tem o prejuízo dos três meses parados. Nos próximos três meses, com as casas reabrindo, ele será menor. E vai chegar uma hora, até o final do ano, em que lucro não vai ter, mas vai começar a empatar”.

A temporada de verão também deve ajudar o segmento nesse momento, diz Gonzalez. “Quem vai viajar para fora do País? Pouquíssimas pessoas vão se atrever. Existe sempre a dúvida de uma recaída da pandemia, Então, a situação é ficar na sua terra”.

Com isso, pousadas, hotéis e restaurantes serão demandados, uma vez que, de acordo com ele, moradores da região que possuem casas de verão devem aproveitá-las nessa temporada. 

“É um público de alta renda, muito interessante para consumo de restaurante, pousadas e hotéis. Há ainda os apartamentos de temporada. São dois públicos que se completam e podem fazer nosso verão ter uma surpresa”. 

Presente

Longe das projeções, o setor precisa, antes, enfrentar a realidade. Enquanto médicos do mundo todo se preocupam com uma segunda onda em casos de covid-19, Gonzalez diz que a luta é para frear o tsunami de demissões que bate à porta.

“Os hoteleiros deram férias coletivas primeiro para ver o alcance dessa tempestade. Recentemente, tivemos reunião com sindicato que representa os empregados do setor, para fazer algo a quatro mãos, tentando segurar as demissões que virão muito fortes”.

O presidente do SinHoRes afirma que o momento pede união em busca de mecanismos que reduzam a necessidade de reduzir vagas no segmento, “por meio de uma política voltada para os dois sindicatos".

“Agora, os dois têm de lutar pela mesma coisa. Manter as empresas abertas, com poucas demissões, não pode haver entraves. Eles entenderam e estão querendo lutar juntos”.

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