Segundo a mulher, era perceptível o cheiro de esgoto na cidade (Divulgação/Prefeitura de Guarujá) Um grupo de sete pessoas, de diversas faixas etárias, que estavam passando as festas de fim de ano em Guarujá, apresentou alguns sintomas em comum. Dentre eles: diarreia, febre, dores musculares e coriza nasal, o que resultou em viroses em todos que estavam na viagem. Porém, não foi só esse grupo que passou por essa situação. Uma polêmica tomou conta das redes sociais na última semana e muitos vídeos começaram a viralizar. Imagens de outras pessoas que também apresentaram os mesmos sintomas enquanto estavam no litoral de São Paulo. A Prefeitura de Guarujá diz que o aumento de caso nessa época de ano é comum (veja a nota mais abaixo). A reportagem de A Tribuna conseguiu conversar com uma mulher que passou mal e, segundo ela, até mesmo nas farmácias estavam faltando remédios para controlar a situação. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A dentista de 36 anos, moradora de Osasco, Larissa Rodrigues, relatou que ela e o grupo de sete amigos chegaram à cidade no dia 24 de dezembro e o primeiro caso da virose entre eles começou no dia 27. Ela destacou que, durante esse período, eles visitaram apenas estabelecimentos comerciais e, enquanto andavam de carro pela cidade, era perceptível um cheiro muito forte de esgoto. “Sentimos esse cheiro por vários bairros do Guarujá, dentre eles: Enseada, Pitangueiras e Astúrias”, contou. Segundo a dentista, após o primeiro caso de virose, cada pessoa do grupo apresentou um sintoma diferente, sendo eles: diarreia, êmese, febre, dores musculares e coriza nasal. Ela contou que, logo após, foram comprar medicamentos e, ao chegarem nas farmácias, perceberam que alguns deles estavam sempre em falta. “Todos os estabelecimentos de farmácia que fomos para comprar probióticos, soro e isotônico estavam sem os produtos”, disse. A turista explicou que viajou com mais sete pessoas, de diversas idades, incluindo idosos, crianças e adultos. Ela ressaltou que ninguém entrou na água do mar, nem utilizou água de abastecimento público para cozinhar alimentos, limpar a casa ou higienizar mantimentos, ficando apenas expostos a ambientes públicos. “Temos o hábito de trocar o filtro de água carvão a cada temporada de verão e, este ano, não mudamos o padrão”. De acordo com ela, nenhuma das pessoas procurou uma unidade de saúde, pois, quando foram à farmácia, receberam relatos de que os locais de tratamento estavam superlotados. A dentista afirmou que está antecipando o retorno à sua cidade para buscar atendimento médico para ela e sua família. Redes sociais A polêmica não se limitou a Larissa e seu grupo de familiares. Nas redes sociais, as hashtags #Guarujá, #virose e #praia ficaram em alta nesta última semana. Um perfil denominado MARIAH DA L.A fez um vídeo dizendo que viajou para uma casa com 34 pessoas, e oito delas estão todas doentes. Um influenciador chamado OH MAGRÃO contou em seu perfil que também foi vítima dessa virose e relatou que a falta de remédios também foi algo que ele percebeu no município. O homem ressaltou que entrou no mar apenas uma vez e que isso foi suficiente para ele desenvolver os sintomas. O que diz a Prefeitura A Prefeitura de Guarujá informou que houve um aumento nos casos de virose no mês de dezembro, registrando um total de 2.064 atendimentos nas unidades de Pronto Atendimento. "A Prefeitura salienta que, o aumento no número de casos desse tipo é comum nesta época do ano, levando em consideração diversos fatores, como: temperaturas elevadas, aglomeração de pessoas e falta de cuidados com alimentação", disse em nota. Para melhor atender esse tipo de situação, a Admnistração Municipal estendeu o horário de três unidades de saúde no período de 28 de dezembro a 5 de janeiro, em caráter de plantão, devido ao alto número de visitantes no Município. São elas: Unidades de Saúde da Família dos bairros Cidade Atlântica (Avenida Atlântica, 1.070 – Enseada), Jardim dos Pássaros (Rua Rouxinol, 25) e Vila Rã (Rua Maria Geralda Valadão, 1.114), que funcionam durante este período das 7 às 22 horas, intensificando o atendimento 24 horas já realizado pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto-Socorros (PSs).