Sabesp diz 'acelerar' medidas legais por megarreservatório de Guarujá

Empresa afirma adotar nesta semana medidas para a aquisição da área; espaço terá capacidade para armazenar 2,3 bilhões de litros de água bruta

Apontada como principal solução para evitar a falta de água no Guarujá em período de longa estiagem, a instalação da Cava da Pedreira pode ter passos decisivos nesta semana. A Sabesp – concessionária dos serviços de abastecimento e esgoto na Cidade – afirma “acelerar” a aquisição da área, qual a empresa alega já ter laudos de avaliação imobiliária aprovados. 

O tema foi abordado durante encontro virtual, na semana passada, com integrantes da prefeitura e da empresa de saneamento, para debater e planejar o “Projeto Verão no Município”. Investimentos futuros, ações visando redução de perdas de água e regularização de ligações de água por meio do programa Água Legal foram debatidos na ocasião. 

A baixa pressão nas torneiras voltou à discussão após matérias de ATribuna.com.br que mostraram o drama de parcela da população de Guarujá que está sem o fornecimento regular de água. A situação se agrava com a pandemia, que demanda maior necessidade de limpeza. O problema se intensificou há três semanas, mas, segundo os moradores afetados, a situação os acompanha há anos.  

Segundo o diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, o empreendimento da Cava da Pedreira está com o edital de licitação publicado para contratação do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), conforme determina a Cetesb. Ele afirma que já teve início o trabalho técnico para o edital de licitação para contratação das obras no local. 

Pelo projeto inicial, a Cava da Pedreira terá capacidade para armazenar 2,3 bilhões de litros de água bruta. Braga destacou que a futura unidade faz parte do plano de investimentos estabelecido com o município no contrato para os próximos 30 anos. 

A cava 

Localizada às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-55), o futuro reservatório ficará num lote que abrigou uma antiga pedreira desativada. A unidade é apontada pelo poder público como responsável para  reduzir o desabastecimento da cidade em períodos de estiagem como o que ocorre atualmente. Isso porque a falta de chuvas na região tem afetado a vazão da água nos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim, que são os principais pontos de captação do líquido para o abastecimento da cidade. Essa é a causa apontada pela Sabesp para justificar as torneiras secas.  

Segundo a Companhia, pela falta de chuvas, a capacidade de captação de água diminuiu de 2 mil litros por segundo para 840 litros por segundo. Nem mesmo a integração com o Sistema Cubatão, que abastece Santos e São Vicente, foi capaz de resolver o déficit em Guarujá, conforme a Sabesp. 

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