Uma rotatória que dá acesso à Avenida Tancredo Neves, no bairro Santa Clara, em Guarujá, tem gerado “caos” na área, segundo moradores. Eles relatam que, pela falta de sinalização, já ocorreram atropelamentos, acidentes e até mortes no local.
Moradora do bairro, uma idosa de 72 anos, que preferiu não ter seu nome divulgado, diz que muitas mães atravessam correndo a avenida com crianças. “Temos que arriscar a vida e passar correndo no meio do trânsito. Já houve várias mortes no local e ninguém toma providência”, desabafa.
Em vídeo gravado pela idosa e recebido por A Tribuna (assista abaixo), é possível ver pessoas a pé atravessando no meio do trânsito de carros, motos, bicicletas e caminhões. Inclusive, uma mulher com uma criança arrastando uma mochila de rodinhas atravessa enquanto as motos passam.
O vídeo foi gravado pela idosa nesta última quarta-feira (8), por volta das 17h30. Segundo ela, esse é o horário de pico da região e o pior momento para andar por lá. “Conheço uma mãe que perdeu a filha atravessando nesse local e sei que vários outros acidentes acontecem ali. Principalmente no final da tarde”, afirma a moradora.
Ponto de ônibus
Além disso, de acordo com a idosa, os ônibus não conseguem parar nos pontos, porque há “carros estacionados onde eles param”. Ela conta que os ônibus precisam parar no meio da avenida para os passageiros embarcarem e desembarcarem.
“Quando fui entrar no ônibus, um ciclista me atropelou. Fui até a Prefeitura com a perna sangrando e a senhora que me atendeu na ouvidoria me perguntou onde eu moro. Quando falei meu bairro, Santa Clara, ela disse ‘eu nem ando nesse bairro’ e também que estava sem sistema para relatar o ocorrido”, relata a moradora.
Posicionamento
Em nota, a Prefeitura de Guarujá informa que "o trecho em questão passou por obras e que a revitalização da sinalização viária está programada para este mês. Sobre a questão dos estacionamentos de carros e ônibus, a Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTP) vai intensificar a fiscalização no local".
A Ouvidoria Municipal esclarece que o atendimento recebido pela idosa "não condiz com os protocolos de atendimento presencial e já está apurando a queixa da munícipe para as devidas providências".