Às segundas, quartas e sextas-feiras são aulas de futsal e, às terças e quintas-feiras, de natação (Prefeitura de Guarujá/Divulgação) Um projeto de férias, que tem como objetivo tirar as crianças e adolescentes das ruas, vem sendo realizado no Centro de Atividades Educacionais Comunitárias (Caec) André Luiz Gonzalez, em Morrinhos, desde o começo do mês. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na próxima semana, as atividades serão ampliadas. A ideia é que elas continuem na volta às aulas e se estendam durante todo o ano. “A gente está tentando ampliar não só o esporte, mas aula de reforço escolar, a parte cultural também”, comentou o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Fernando Monte. A Prefeitura tem promovido um serviço especializado de abordagem social desde agosto. Há visitas domiciliares, acompanhamento familiar, verificação da situação escolar e articulação com a rede socioassistencial. Até dezembro, atenderam-se 102 crianças e adolescentes. Deles, 91 foram identificados e inseridos na rede de proteção, e 30 aderiram às atividades. Esse número vem se mantendo. Às segundas, quartas e sextas-feiras, eles participam de aulas de futsal e, às terças e quintas-feiras, de natação. “Às vezes, eles não cumprem o horário, chegam atrasados. (O participante) Não vai num dia, vai no outro. Às vezes, a nossa equipe vai até a casa deles buscar", explicou o secretário, sobre a proximidade do projeto com a comunidade. Antes dessa iniciativa, a Administração recebia denúncias frequentes. “Tinha reclamação direta e em rede social. Alguns deles estavam praticando ações infracionais, alguns foram recolhidos, até, para a Fundação Casa, mas esses que a gente conseguiu resgatar nos projetos de esporte não têm mais esse tipo de comportamento”, comentou o secretário. De acordo com Gonzalez, são alternativas reais oferecidas para que crianças e adolescentes não fiquem nas ruas durante as férias. “Eles não tinham esse acesso pela família, nem pelo Poder Público, até então. Eram invisíveis para a sociedade”, considerou.