Prédio onde morou Fabrício Queiroz vira assunto em Guarujá

O imóvel pertence à família do advogado Frederick Wassef, que é dono da casa onde Queiroz foi preso

A frente do Edifício Guarujá, na praia de Pitangueiras, em Guarujá, virou ponto de atração. O assunto na adega ao lado, inclusive, era justamente o motivo que o fez famoso da noite para o dia.

Um apartamento com vista para o mar do 10º andar, abaixo da cobertura teria sido a moradia de Fabício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre o fim de 2018 e o começo de 2019. O imóvel pertence à família do advogado Frederick Wassef.

Os apartamentos desse prédio têm entre dois e quatro dormitórios, com uma metragem de até 200 metros quadrados. Dos 86 imóveis, apenas 12 estão ocupados hoje e, por isso, a circulação de pessoas costuma ser grande principalmente no final de semana devido aos alugueis de temporada.

“É aquela velha frase de que o perigo mora ao lado e a gente nem sabe. Depois de ver notícias sobre o assunto, lembrei de ter cruzado com ele algumas vezes. Até pensei que o conhecia de algum lugar, mas não lembrei de onde e deixei passar batido”, diz um morador que prefere não se identificar.

Segundo esse homem, Queiroz era discreto, mas costumava andar normalmente pelo local, sem se esconder. “Ele não andava camuflado ou de boné. Era só um cara pacato, instrospectivo mesmo”.

Outro morador, que tambem prefere não se identificar, diz que na época sabia de quem se tratava. No entanto, afirma que preferiu não se meter no assunto. Na época, Queiroz não era foragido, mas procurado pelo Ministério Público para prestar depoimento em um inquérito.

“Levo minha vida de forma tranquila e não tenho motivo para me envolver em questões tão polêmicas e que fogem do meu interesse. Isso é algo para ser discutido em outra esfera. É uma movimentação muito grande aqui no prédio e cada um leva a sua vida tranquilamente, já acostumado a esse entra e sai”.

ATribuna.com.br procurou o zelador do Edifício Guarujá, que não quis receber a Reportagem ou passar o contato da síndica, que mora na Capital. Funcionários do local também estão orientados a não falar sobre o assunto.

Já trabalhadores de prédios vizinhos, apesar de sequer terem visto Queiroz, também já sabiam de sua hospedagem por meio da imprensa.

“Chegaram a ligar onde trabalho para perguntar se ele tinha morado aqui. Eu dei risada e disse que sou funcionário aqui faz 24 anos e nunca o vi. Só se essa visita aconteceu antes de eu entrar aqui”, brinca o funcionário, que não quer ter o nome revelado. 

Edifício Guarujá, localizado na praia de Pitangueiras, onde teria ficado Fabrício Queiroz (Foto: Matheus Tagé/AT)

Outro lado

Em restaurantes e comércios próximos, ninguém lembra de ver ou ouvir algo a respeito do período em que  Queiroz esteve na Pérola do Atlântico. Um casal de moradores do prédio também recebeu a notícia dessa hospedagem por meio da Reportagem.

“Acabei de saber que ele esteve aqui por você. Nem acredito em mais um caso de polêmica na política que acaba envolvendo a nossa cidade”, explica uma moradora que voltava de um passeio na praia.

Queiroz foi preso na casa de Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo, onde morou por um ano, de acordo com o Ministério Público.

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