A onda considerada lendária que surgiu em Guarujá teria sido resultado de uma combinação de fatores (Imagem Ilustrativa / Freepik) Uma onda considerada rara, gigantesca e perigosa por alguns surfistas surgiu na Praia do Góes, em Guarujá, no litoral de São Paulo, no mês de abril, conforme noticiado por A Tribuna. Porém, essa não é a primeira vez que algo assim acontece, o litoral de São Paulo já registrou grandes ondas em anos anteriores. Segundo o pesquisador da história do surfe Diniz Iozzi, o Pardhal, esse fenômeno vem sendo observado há pouco mais de dez anos, sendo, portanto, relativamente recente. A onda gigante surgiu após o aprofundamento do Canal do Porto, resultando assim de uma interferência humana na entrada do seu leito. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A onda considerada lendária que surgiu em Guarujá também teria sido resultado de uma combinação de outros fatores, especialmente climáticos, que contribuíram para a intensificação do fenômeno, conforme explica a oceanógrafa Letícia Schabiuk. De acordo com ela, quando se trata da formação de grandes ondas, fatores como a velocidade, direção e intensidade do vento exercem influência direta. Em geral, ondas fortes e altas estão associadas à passagem de frentes frias ou à combinação dessas frentes com episódios de ressaca. "Ou quando um swell ocorre - quando há a presença de ventos fortes em alto-mar que geram ondulações que se deslocam até a costa". A mestra em Ecologia pelo Instituto Laje Viva também ressalta que, no que diz respeito à formação das ondas, é fundamental compreender que esse processo não ocorre nas proximidades da costa. Registro histórico em São Vicente Além dessa onda gigante, uma antiga lenda relata que, por volta de 1600, uma amurada foi erguida em São Vicente, mas teria sido destruída por um tsunami, que acabou alterando a geografia da região. “Ocorreu um grande tsunami e essa amurada foi destruída, a cidade ficou também (destruída), mudou toda geografia dessa localidade. Então, ali ficou com esse grande lago que nós temos até hoje”, detalha Pardhal. O pesquisador ainda destaca que a antiga vila já estava submersa, o que levou os moradores a reconstruí-la próximo ao canto do morro, onde hoje fica a Biquinha.