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Segunda-feira

10 de Agosto de 2020

Guarujá supera a marca de 3 mil curados da Covid-19

Taxa de recuperação na cidade é de 73%, o que representa 8,3 pontos percentuais acima da registrada no Brasil, que é de 64,7%

Em meio à batalha global contra a Covid-19, Guarujá ultrapassou a marca de 3.000 curados do novo coronavírus, nesta segunda-feira (6). Dos 4.313 casos confirmados, 3.161 superaram a doença, de acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesau). Isso coloca a cidade com uma taxa de cura de 73%, que representa 8,3 pontos percentuais superior à registrada no Brasil, que é de 64,7%.  

O índice de recuperação em Guarujá representa 20% de todos os moradores da Baixada Santista que venceram a Covid-19. Desde o começo da pandemia, mais de 15 mil pessoas receberam alta da doença nos nove municípios da região.

Dados da pasta indicam que, desde o dia 29 de março – ocasião em que o município registrou o primeiro caso confirmado da doença –, a taxa de cura da doença tem crescido. Essa percepção é baseada na quantidade de munícipes que precisaram de assistência médica e receberam alta, ou de quem simplesmente não teve os sintomas e cumpriu o isolamento social em casa, sendo monitorado por ligações e/ou visitas das equipes da Vigilância Epidemiológica e da unidade de saúde do bairro.  

Em 30 de abril, por exemplo, eram 17 curados para 193 casos confirmados (8%); em 31 de maio, 354 recuperados de 1.285 (27%); no dia 29 de junho, 2.944 restabelecidos dos 4.056 positivados (72%).  

Mais testes  

Guarujá adotou uma estratégia de análise de sintomas para garantir que um paciente está recuperado da Covid-19. O comportamento da taxa de cura é reflexo disso: em algumas pessoas, a infecção pode permanecer no organismo por mais tempo do que em outras, o que faz com que muitos contaminados apresentem sintomatologia por maior período.   

“A Vigilância Epidemiológica de Guarujá só classifica a pessoa como recuperada após termos a garantia de que ela não sente mais nada. O cansaço, em especial, é um sintoma que perdura mais tempo. Nas ligações ou visitas realizadas, por mais que o paciente afirme que já se sente bem, mas por vezes sente uma fadiga, ele ainda não é classificado como quem venceu a doença”, explica o diretor de Vigilância em Saúde, Marco Antônio Chagas da Conceição. 

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